RN cria comitê contra ciguatera após alta de 60% em intoxicações
Rio Grande do Norte cria comitê permanente para monitorar e combater ciguatera após alta de 60,2% nas intoxicações no primeiro semestre de 2026. Medidas incluem rastreabilidade do pescado.

O Rio Grande do Norte instituiu um comitê permanente com o objetivo de monitorar e combater os casos de ciguatera no estado. A decisão surge em resposta a um aumento expressivo de 60,2% nas intoxicações registradas durante o primeiro semestre de 2026.
## Comitê de Acompanhamento da Ciguatera
A criação do Comitê de Acompanhamento da Ciguatera foi aprovada em uma reunião realizada nesta segunda-feira (20), promovida pela Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN (Sape). O encontro reuniu representantes de instituições públicas, como a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura (SFPA), além da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), entidades da sociedade civil e colônias de pescadores. O comitê, que ainda será formalmente montado e definirá a frequência de suas reuniões, terá como missão integrar esforços para fortalecer a investigação dos casos da doença, o monitoramento ambiental e a comunicação entre os órgãos envolvidos. O foco principal será o monitoramento contínuo do cenário da doença, o compartilhamento de informações e a coordenação de ações de prevenção e resposta.
## Estratégias e Rastreabilidade
Durante a reunião, foi reforçada a importância de proteger a saúde da população, sem comprometer a pesca artesanal, que possui relevância social e econômica para o estado. As instituições presentes destacaram a necessidade de uma atuação conjunta, embasada em critérios técnicos e científicos, envolvendo pesquisadores e órgãos das áreas de saúde e meio ambiente, juntamente com os representantes do setor pesqueiro. Entre as estratégias definidas para o combate à ciguatera, destaca-se o avanço na rastreabilidade do pescado. Para tal, será acompanhada a implementação da Nota Fiscal do Pescado, em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz/RN). Essa medida, ainda em desenvolvimento, visa aprimorar a segurança da cadeia produtiva e aumentar a confiabilidade na comercialização do produto.