Químico Brasileiro Cria Biossensores Revolucionários para Testes Rápidos
Químico brasileiro Bruno Campos Janegitz desenvolve biossensores inovadores para criar testes rápidos e acessíveis de doenças, com potencial para revolucionar a medicina.

A curiosidade impulsionou o químico Bruno Campos Janegitz, 43 anos, a trilhar um caminho inovador na ciência brasileira. Vindo de Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, o pesquisador da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) dedica sua carreira a desenvolver biossensores, dispositivos que prometem revolucionar os testes rápidos para diversas doenças.
## Da Pesquisa Acadêmica à Aplicação Social
Após uma sólida formação acadêmica em Química, que incluiu iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, Janegitz teve sua visão científica transformada durante uma estadia na Espanha. Lá, ele compreendeu o potencial de aplicar suas descobertas laboratoriais para beneficiar diretamente a sociedade. "Comecei a entender que existia a possibilidade de devolver para a sociedade aquilo que a gente produz dentro da universidade", relata o cientista.
Atualmente, como professor da UFSCar no campus de Araras e coordenador do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados, Janegitz foca em criar testes diagnósticos tão simples e acessíveis quanto os de glicose. A meta é desenvolver biossensores capazes de identificar moléculas associadas a doenças a partir de pequenas amostras biológicas como sangue, saliva ou suor. Essa tecnologia visa substituir exames complexos e caros, permitindo diagnósticos rápidos e portáteis, mesmo em locais com infraestrutura limitada, como comunidades ribeirinhas na Amazônia.
## Inovação para o Futuro da Saúde
A pesquisa de Janegitz avança para a criação de sensores vestíveis e bioimpressão, utilizando materiais biocompatíveis para detecção contínua de doenças e biomarcadores através do contato com a pele. O trabalho do químico já possui reconhecimento internacional, com diversas premiações e distinções, reforçando o potencial da pesquisa científica brasileira. "Acho que muita gente subestima o Brasil, mas o Brasil tem muita coisa boa, em termos de pesquisa. Precisamos de mais investimento", afirma Janegitz, destacando a necessidade de maior apoio financeiro para impulsionar ainda mais o avanço científico no país.