Parasita intestinal causa surto nos EUA; casos disparam

Surto de ciclosporíase nos EUA: 1.645 casos confirmados em 34 estados, com 141 hospitalizações. Fonte de contaminação ainda é investigada, com suspeitas em produtos agrícolas.

Parasita intestinal causa surto nos EUA; casos disparam

Os Estados Unidos enfrentam um surto significativo de ciclosporíase, uma infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis. A doença, transmitida principalmente por alimentos ou água contaminados com fezes, tem apresentado um aumento alarmante em diversos estados americanos. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), até a última terça-feira (14), foram confirmados 1.645 casos em 34 estados do país. Este número representa um crescimento expressivo em relação aos dados divulgados poucos dias antes, e as autoridades de saúde preveem que os casos possam continuar a aumentar, possivelmente até agosto.

## Investigação em Andamento

As autoridades de saúde americanas estão trabalhando para identificar a fonte exata da contaminação, que permanece desconhecida até o momento. No entanto, investigações preliminares apontam para produtos agrícolas como um possível veículo de transmissão do parasita. A complexidade em rastrear a origem reside na natureza de muitos alimentos, que podem passar por diversas etapas de processamento e distribuição antes de chegar ao consumidor final. O estado de Michigan tem sido o mais afetado, registrando um número considerável de infecções. Ao todo, mais de 5.100 casos adicionais foram notificados em todo o país, embora ainda aguardem confirmação oficial.

## Sintomas e Tratamento

A ciclosporíase manifesta-se tipicamente através de sintomas gastrointestinais, como diarreia aquosa, perda de apetite, perda de peso, cólicas abdominais, inchaço, náuseas e fadiga. Em alguns casos, a infecção pode persistir por semanas ou meses se não for tratada adequadamente. Felizmente, a doença é tratável com antibióticos, sendo o Bactrim (trimetoprima-sulfametoxazol) o medicamento de escolha. A identificação precoce e o tratamento são fundamentais para evitar complicações e a disseminação do parasita. As 141 hospitalizações registradas até agora indicam a gravidade que a infecção pode atingir em alguns indivíduos.