Odontologia Proíbe Uso Estético de PMMA em Procedimentos

Conselho Federal de Odontologia proíbe cirurgiões-dentistas de usar PMMA para fins estéticos, permitindo o uso apenas em tratamentos reparadores autorizados e com comprovação de habilitação técnica.

Odontologia Proíbe Uso Estético de PMMA em Procedimentos

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) publicou uma nova resolução que proíbe cirurgiões-dentistas de utilizarem o polimetilmetacrilato (PMMA) como substância preenchedora injetável com finalidade exclusivamente estética. A medida, oficializada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24), entra em vigor a partir da data de sua publicação.

## Restrições e Permissões

A decisão do CFO estabelece que o uso do PMMA por cirurgiões-dentistas fica restrito a situações de tratamento reparador. Essas aplicações só serão permitidas se houver autorização expressa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e se o profissional comprovar possuir habilitação técnica específica para a realização do procedimento. A norma visa a coibir o uso indiscriminado da substância em procedimentos que não visam a correção de problemas de saúde ou de deformidades.

## O que é o PMMA e seus Riscos

O polimetilmetacrilato (PMMA) é um material sintético composto por microesferas suspensas em um gel, sendo classificado como um preenchedor permanente. Embora seu uso seja autorizado pela medicina em casos específicos, como na correção de deformidades e reconstrução de tecidos, sua aplicação em procedimentos estéticos para aumento de volume em áreas como glúteos e rosto tem gerado controvérsias. Entidades médicas têm alertado sobre os riscos de complicações graves associadas a essas práticas.

A proibição pelo Conselho Federal de Odontologia busca, portanto, mitigar os potenciais danos à saúde dos pacientes, focando o uso da substância em aplicações terapêuticas e devidamente regulamentadas.