Mulher com suspeita de AVC e aneurisma aguarda há mais de 24h por vaga
Mulher de 42 anos com suspeita de aneurisma e AVC aguarda há mais de 24h por transferência hospitalar em Campo Grande (MS). Família relata jejum e falta de previsão de leito.

Uma mulher de 42 anos, com suspeita de aneurisma cerebral e Acidente Vascular Cerebral (AVC), completa mais de 24 horas de espera por uma transferência hospitalar em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, a paciente está em jejum total e sem previsão de ser encaminhada para um hospital com atendimento especializado, como a Santa Casa.
Segundo familiares, a paciente procurou atendimento médico pela primeira vez na sexta-feira (17), relatando fortes dores de cabeça e tontura. Na ocasião, teria recebido medicação e sido liberada sem a realização de exames de imagem. Com a persistência dos sintomas, ela retornou à unidade no dia seguinte, quando os exames apontaram o quadro neurológico.
A família alega que, apesar da gravidade do quadro, a solicitação de vaga para transferência foi inserida no sistema estadual de regulação, mas a disponibilidade de leito ainda é incerta. Os parentes também expressaram preocupação com o manejo do soro e a presença de sangue próximo ao acesso venoso, indicando que o atendimento pode não estar sendo o ideal para a condição médica.
## Falta de Perspectivas
O marido da paciente informou que a única resposta recebida é que o pedido de transferência depende da liberação de leitos no sistema estadual. Enquanto isso, a mulher permanece em jejum, sem poder consumir alimentos ou líquidos, e sem a garantia de avaliação por um neurologista. A situação tem gerado grande desespero entre os familiares, que clamam por uma atenção médica mais célere e adequada.
## O que dizem as autoridades
A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento sobre o caso, incluindo a confirmação do diagnóstico, a solicitação de transferência e as condições de atendimento na UPA. Até o momento, não há manifestação pública sobre o assunto. A demora na transferência de pacientes com quadros neurológicos graves é uma preocupação recorrente no sistema de saúde, especialmente quando se trata de disponibilidade de leitos em unidades de referência.