Molécula chave para perda muscular na idade é descoberta e reversão apontada
Descoberta de molécula ligada à perda muscular pela idade e teste de composto antioxidante para reversão do processo.

Cientistas identificaram uma molécula crucial na diminuição da massa muscular associada ao envelhecimento. A descoberta, publicada na revista científica Scientific Reports, foca no fator de crescimento de hepatócitos (HGF), um sinalizador essencial para a reparação dos músculos esqueléticos.
## Mecanismo da Perda Muscular
O HGF desempenha um papel vital na ativação e manutenção dos músculos. No entanto, com o avanço da idade, essa molécula sofre uma alteração química conhecida como nitração. Esse processo funciona como uma "chave enferrujada", impedindo que o HGF se ligue corretamente aos seus receptores. Essa falha na comunicação celular é apontada como uma das principais razões para a sarcopenia, a perda de massa muscular que ocorre naturalmente com o envelhecimento.
"O HGF não desaparece necessariamente com a idade. Na verdade, ele pode sofrer alterações químicas após ser produzido. Isso nos levou a questionar se um composto com forte capacidade antioxidante poderia proteger o HGF, seja prevenindo a nitração ou compensando a perda funcional que ela causa", explicou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
## Potencial para Reversão e Novas Estratégias
Em busca de uma solução, a equipe testou o trissulfeto de ácido lipoico (LASSS), um composto com notável capacidade antioxidante. Os experimentos revelaram que o LASSS pode induzir uma mudança no organismo, tornando-o mais resistente à nitração do HGF. Testes com camundongos demonstraram que aqueles pré-tratados com LASSS apresentaram uma redução significativa na nitração, inibindo assim o processo que leva à perda muscular.
Os resultados sugerem um promissor novo caminho para o desenvolvimento de estratégias que visam manter a capacidade de recuperação muscular. Isso seria particularmente relevante para idosos, pessoas em repouso prolongado no leito ou em outras situações de desuso muscular. Estudos adicionais em animais mais velhos serão necessários para confirmar a eficácia e a segurança do LASSS em humanos, abrindo portas para futuras terapias.