Ictiose: Calor Extremo Ameaça Vidas com Doença Rara de Pele
Pessoas com ictiose, doença rara de pele, correm risco de vida com o calor extremo devido à incapacidade de transpirar, podendo sofrer superaquecimento e colapso corporal.

A chegada do verão intensifica o risco para pessoas com ictiose, uma doença genética rara que afeta a pele. Pacientes como Alberto Gomez, na Espanha, têm dificuldade ou impossibilidade de transpirar, o que impede o corpo de se refrescar naturalmente. Essa condição os torna vulneráveis a superaquecimento, insolação e, em casos extremos, ao colapso celular, uma situação potencialmente fatal.
A ictiose causa pele seca, áspera, vermelha e descamativa, podendo levar a rachaduras dolorosas e infecções. A falta de suor é a principal ameaça durante ondas de calor, pois o corpo não consegue liberar o calor acumulado. Especialistas alertam que a gravidade da doença varia, mas não há cura, exigindo cuidados constantes com hidratação e monitoramento da temperatura corporal.
Para mitigar os perigos, portadores da doença evitam exposição solar prolongada e buscam ambientes climatizados. A rotina inclui aplicações frequentes de hidratantes e planejamento cuidadoso para atividades cotidianas, como exercícios ou até mesmo ir à piscina. A vigilância diária é essencial para a sobrevivência durante os meses mais quentes.