Herpes-zóster: 1 em cada 3 brasileiros pode ter; vacina é indicada após 50 anos
Herpes-zóster, causado pela reativação do vírus da catapora, afeta 1 em cada 3 pessoas. A vacinação a partir dos 50 anos é recomendada para prevenir complicações.

## Alerta de Saúde: Herpes-zóster Atinge 1/3 da População
O avanço da idade traz consigo mudanças naturais no sistema imunológico, abrindo portas para o desenvolvimento de diversas doenças. Entre elas, o herpes-zóster se destaca como uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo agente por trás da catapora. Embora frequentemente associado a lesões cutâneas dolorosas, o quadro pode evoluir para complicações que transcendem a pele, sublinhando a urgência da prevenção e do diagnóstico precoce. Este tema ganha contornos ainda mais relevantes no contexto do envelhecimento da população brasileira, que, segundo o IBGE, já tem 15,6% de seus habitantes com 60 anos ou mais.
## Complicações Além da Pele e a Importância da Vacinação
A reativação do vírus varicela-zóster, que permanece latente no organismo após a infecção inicial pela catapora, pode ocorrer anos ou décadas depois, especialmente em idosos ou indivíduos com imunidade comprometida. Estatísticas do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) dos EUA indicam que aproximadamente um em cada três indivíduos desenvolverá herpes-zóster ao longo da vida. Os sintomas iniciais frequentemente se manifestam como dor, ardência, coceira ou formigamento em uma área específica, progredindo para o surgimento de bolhas agrupadas, geralmente em faixa e restritas a um lado do corpo.
Contrariando a percepção comum, o herpes-zóster pode comprometer outras partes do corpo além da pele. Dependendo da região afetada, a infecção pode atingir os olhos, causar alterações neurológicas e demandar acompanhamento médico especializado. Pesquisas recentes também exploram uma possível ligação entre a doença e um aumento temporário no risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, particularmente nos meses subsequentes ao episódio de herpes-zóster. Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC), com mais de meio milhão de pacientes, observou que esse risco é mais elevado logo após a infecção, diminuindo gradualmente ao longo do tempo.
## Estratégias de Prevenção e Recomendações Médicas
Diante desse cenário, a vacinação emerge como a principal estratégia de prevenção contra o herpes-zóster. Além de diminuir a probabilidade de contrair a doença, a imunização é eficaz na redução do risco de complicações severas, como a neuralgia pós-herpética, caracterizada pela persistência da dor mesmo após a cicatrização das lesões cutâneas. Especialistas recomendam a vacinação para adultos a partir dos 50 anos, mas a decisão final e a indicação devem ser individualizadas pelo médico, considerando o histórico de saúde e as condições clínicas de cada paciente. Adotar hábitos de vida saudáveis e realizar avaliações médicas periódicas também são fundamentais para a manutenção da saúde e a detecção precoce de possíveis problemas. A conscientização sobre os fatores de risco, a busca por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas e a manutenção da vacinação em dia são passos cruciais para um envelhecimento mais saudável e a minimização das complicações associadas ao herpes-zóster.