Gripe Aviária H5N1 Atinge Espécie Nativa da Austrália Pela Primeira Vez
Austrália registra primeiro caso de gripe aviária H5N1 em ave nativa. Vírus é detectado em andorinha-do-mar na Austrália do Sul, gerando preocupação, mas sem impacto em aves de criação.

A Austrália confirmou o primeiro registro do vírus da gripe aviária H5N1 em uma espécie nativa do país. A infecção foi identificada em uma andorinha-do-mar-de-crista, encontrada na costa da Austrália do Sul, na cidade de Robe. Este é um marco preocupante, pois representa a primeira vez que o subtipo H5N1, conhecido por causar mortalidade em massa em aves de criação e mamíferos marinhos globalmente, atinge um animal nativo do continente australiano.
De acordo com a ministra da Agricultura da Austrália, Julie Collins, o subtipo H5N1 detectado é o mesmo que tem causado surtos em outras partes do mundo. Embora o desenvolvimento seja visto como "preocupante", Collins ressaltou que ainda não há evidências de mortalidade em massa entre a população de aves ou de disseminação do vírus para o setor agropecuário e de criação de aves.
Os casos anteriores na Austrália continental haviam sido registrados em aves marinhas migratórias. A descoberta desta nova infecção em uma ave nativa levanta questões sobre as rotas de transmissão do vírus. Cientistas australianos já estão conduzindo estudos adicionais para determinar como a ave marinha costeira contraiu a doença, considerando que sua área de ocorrência pode se sobrepor à de aves migratórias que já testaram positivo para o H5N1.
O registro na Austrália nativa ocorre após o país ter confirmado casos de H5N1 em aves marinhas migratórias e em seu território continental em junho deste ano. Anteriormente, no final de 2025, o vírus já havia sido detectado na Ilha Heard, um território subantártico australiano, a cerca de 4.100 quilômetros da Austrália continental.
As autoridades australianas estão monitorando a situação de perto e trabalhando em conjunto para gerenciar o evento. A confirmação deste caso em uma espécie nativa, embora não tenha levado a surtos em aves de produção até o momento, reforça a importância da vigilância contínua e das medidas de biosseguridade para mitigar os riscos associados à propagação da gripe aviária em novas populações animais.