Fiocruz: Acre em alerta para SRAG, mas com casos estáveis
Acre e sua capital, Rio Branco, permanecem em alerta para SRAG, mas com casos estáveis, segundo a Fiocruz. VSR é o principal causador da síndrome.

O estado do Acre permanece sob nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar da classificação, o cenário acreano acompanha uma tendência observada em outras regiões do país, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há uma estabilização ou queda na incidência da doença em análises de longo prazo.
O levantamento, que abrange a Semana Epidemiológica 25 (de 6 a 27 de junho), indica que, embora o crescimento de casos tenha sido interrompido na maioria dos estados dessas regiões, a circulação viral ainda é considerada elevada em grande parte do Brasil. Apenas Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins não se enquadraram na classificação de alerta nas últimas duas semanas.
## Rio Branco em Estabilidade
Na análise das capitais, Rio Branco também se encontra em nível de alerta para SRAG, com incidência classificada como de risco ou alto risco. No entanto, a capital acreana não apresenta sinais de crescimento na tendência de longo prazo, configurando um cenário de estabilidade. Essa situação contrasta com metrópoles como Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre e Boa Vista, onde os casos de SRAG continuam em ascensão.
## Vírus Sincicial Respiratório é o Principal Vilão
O Boletim InfoGripe aponta o vírus sincicial respiratório (VSR) como o principal causador das hospitalizações por SRAG no Brasil, com destaque para o impacto em crianças pequenas. Em algumas localidades, os vírus influenza A e B também contribuem significativamente para o quadro. Casos graves associados à Covid-19, por outro lado, mantêm-se em níveis baixos em todo o território nacional.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o VSR foi responsável por 55,2% dos casos positivos de SRAG. Em seguida, aparecem o rinovírus (23,1%), influenza A (14,5%), influenza B (8,1%) e o Sars-CoV-2 (2,1%), totalizando os principais agentes etiológicos das infecções respiratórias graves.