Farmacêutica Brasileira Cria IA para Reduzir Erros Médicos em Hospitais

Farmacêutica brasileira Ana Helena Ulbrich lidera projeto de IA para reduzir erros em prescrições médicas, já presente em mais de 200 hospitais no país.

Farmacêutica Brasileira Cria IA para Reduzir Erros Médicos em Hospitais

Ana Helena Ulbrich, farmacêutica gaúcha, está revolucionando a segurança do paciente em hospitais brasileiros com o desenvolvimento de uma ferramenta de inteligência artificial (IA) que minimiza riscos na prescrição de medicamentos. A iniciativa, que começou como uma tese de doutorado em 2018, evoluiu para a start-up NoHarm.IA, focada em integrar dados de diversas instituições de saúde para identificar potenciais erros em prescrições médicas, especialmente em casos de pacientes críticos.

## O Início da Solução Inovadora

Em 2017, atuando na Rede Hospital Conceição em Porto Alegre, Ana Helena e suas colegas analisavam diariamente cerca de 800 prescrições médicas. A alta demanda e o tempo limitado geravam insegurança quanto à eficácia e segurança dos medicamentos prescritos. Essa realidade impulsionou a colaboração com seu irmão, Henrique Dias, analista de dados, resultando na criação de uma plataforma que utiliza IA para auxiliar farmacêuticos clínicos na tomada de decisões. O projeto-piloto foi implementado com sucesso na Santa Casa de Porto Alegre.

## Expansão e Reconhecimento Global

Atualmente, a plataforma NoHarm.IA está presente em mais de 200 hospitais no Brasil, com 70% deles sendo unidades do SUS e 30% do setor privado. A ferramenta cobra uma taxa de hospitais privados para subsidiar a oferta gratuita aos hospitais públicos. O impacto do projeto rendeu a Ana Helena Ulbrich um lugar na lista das 100 pessoas mais influentes no mundo da inteligência artificial pela revista Time em 2025, ao lado de nomes como Elon Musk e Mark Zuckerberg. Embora tenha recebido propostas de instituições internacionais, o foco principal permanece no Brasil.

## Novos Projetos e Impacto Social

A NoHarm.IA, que faz parte do Instituto de Inteligência Artificial na Saúde (sem fins lucrativos), expandiu suas atividades para outras áreas, como nutrição, fisioterapia e fonoaudiologia. Um projeto recente em parceria com o Governo de Goiás, o NoHarm Doadores, visa identificar pacientes em estado de óbito recente que podem ser candidatos à doação de órgãos. A iniciativa tem atraído investimentos significativos de fundações renomadas, como Bill & Melinda Gates Foundation, além de apoio de instituições como CNPq, BNDES, META, Google e Amazon, demonstrando o potencial e a relevância da tecnologia para a saúde pública no país.