Diagnóstico Errado Leva Menina a Quimioterapia Inútil e Cadeira de Rodas
Menina de 12 anos no Reino Unido recebe tratamento inútil por seis meses e quimioterapia após diagnóstico errado de doença autoimune. Familiares acusam hospital de negligência.

Uma menina britânica de 12 anos, Faye Condon, passou por seis ciclos de quimioterapia e cinco meses de tratamento desnecessários após um diagnóstico incorreto de dermatomiosite juvenil (DMJ) quando tinha apenas cinco anos. Exames posteriores revelaram que a condição real da criança é distrofia muscular de Emery-Dreifuss (EDMD), uma doença genética rara e incurável.
O caso levanta sérias preocupações sobre erros diagnósticos na área da saúde. Segundo a mãe de Faye, Christina Condon, os primeiros sinais de que algo não ia bem surgiram com a dificuldade da filha em realizar atividades físicas básicas, como correr e pular, além de quedas frequentes e dores no quadril. Apesar de dúvidas iniciais, a família relata que outras hipóteses diagnósticas foram descartadas pelos médicos, mesmo com resultados de exames para doenças autoimunes negativos e uma biópsia muscular sugerindo uma condição congênita.
## Tratamento Invasivo e Efeitos Colaterais
A partir de 2021, Faye iniciou o tratamento com quimioterapia e recebeu injeções domiciliares, enfrentando efeitos colaterais severos. Um dos tratamentos, inclusive, levou a uma meningite viral, forçando a menina a um período de isolamento.
## Busca por Diagnóstico Correto
Sem melhora clínica aparente, a mãe insistiu em uma segunda opinião médica. Faye foi encaminhada ao Great Ormond Street Hospital, onde exames genéticos finalmente confirmaram o diagnóstico de distrofia muscular de Emery-Dreifuss. Esta condição causa fraqueza muscular progressiva, rigidez articular e pode afetar o coração, muitas vezes levando à necessidade de cadeira de rodas e suporte respiratório.
## Consequências e Acusações
Atualmente, Faye utiliza cadeira de rodas, necessita de auxílio para respirar durante a noite e tem apresentado rápida perda de mobilidade nas pernas. A família acusa o Hospital Infantil de Bristol de negligenciar sinais importantes da doença e prepara uma queixa formal. "Esses médicos arruinaram toda a infância da minha filha", declarou Christina Condon, ressaltando que um diagnóstico correto precoce poderia ter permitido uma adaptação melhor à condição e mais tempo de qualidade com a família.
Um estudo publicado em 2023 no "British Medical Journal" estima que diagnósticos incorretos afetam aproximadamente um em cada 18 pacientes atendidos na atenção primária e secundária. Em resposta, o Hospital NHS Foundation Trust de Bristol informou que lamenta as preocupações da família e que entrou em contato com a mãe para investigar detalhadamente o ocorrido.