Desinformação sobre Ebola gera ataques a profissionais de saúde na R. Democrática do Congo
Desinformação sobre o ebola causa ataques a profissionais de saúde na R. Democrática do Congo. Boatos e medo alimentam agressões e vandalismo, prejudicando o combate à doença.

Profissionais de saúde e voluntários que combatem o surto de ebola na República Democrática do Congo enfrentam ataques e agressões motivados por desinformação. Boatos disseminados localmente e online alegam que o vírus não existe, que equipes médicas estão infectando pessoas deliberadamente ou colhendo órgãos, e que a resposta à doença é um esquema para ganhar dinheiro. Um voluntário da Cruz Vermelha relatou ter sido agredido e espancado por uma multidão que tentava impedir um enterro seguro, acreditando que o caixão estava vazio.
O surto, que já infectou mais de 1.750 pessoas e matou 600, tem sido marcado por resistência comunitária. Incidentes incluem ataques a centros de tratamento e tentativas de interferir em sepultamentos seguros. Em 1º de julho, um centro de tratamento foi incendiado, e um policial morreu em confrontos. A desinformação prejudica os esforços de controle, pois o ebola é altamente infeccioso mesmo após a morte e ritos funerários tradicionais podem disseminar o vírus.
A falta de vacina ou tratamento aprovado para a espécie Bundibugyo do vírus agrava a situação. Ensaios clínicos com tratamentos potenciais estão em andamento, mas a conclusão pode levar meses. O medo e as ideias equivocadas sobre o ebola levam alguns pacientes a adiar a busca por atendimento médico, diminuindo suas chances de recuperação.