Cesárea supera parto normal no Brasil por falta de anestesia e informação

Falta de anestesia, informação e pressão familiar levam brasileiras a optar por cesáreas desnecessárias, aponta estudo do Unicef. Taxas superam recomendação da OMS.

Cesárea supera parto normal no Brasil por falta de anestesia e informação

A cesárea é a via de nascimento mais comum no Brasil, superando o parto normal, mesmo que a maioria das gestantes prefira a segunda opção. Um estudo do Unicef aponta que a falta de anestesia acessível e informação adequada, somadas ao medo da dor e à pressão familiar, levam a essa realidade. O percentual de cesáreas no país chega a 47,6% em hospitais públicos e 81,3% nos privados, bem acima da recomendação da OMS.

Profissionais de saúde relatam que a "lei da cesárea" em São Paulo e o temor de processos judiciais aumentam a pressão por cirurgias. A falta de estrutura hospitalar para garantir analgesia e procedimentos como a laqueadura no pós-parto normal também contribui para a preferência pela cesárea, vista como mais rápida e previsível.

Em gravidezes de baixo risco, a cesariana sem indicação médica eleva os riscos de complicações para mãe e bebê. Mulheres com maior acesso à informação e estrutura tendem a optar pelo parto normal, evidenciando a desigualdade no acesso a um nascimento mais humanizado.