Câncer de Cabeça e Pescoço: Novos Casos e Alertas de Saúde em 2028
Projeções do INCA apontam para mais de 126 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil entre 2026-2028. Diagnóstico tardio é o maior obstáculo, mas campanhas como o Julho Verde e consultas regulares aumentam as chances de cura.

O câncer de cabeça e pescoço, um grupo de tumores agressivos que afeta a cavidade oral, tireoide e laringe, projeta um cenário preocupante para os próximos anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar aproximadamente 126.450 novos casos entre 2026 e 2028, com uma média anual de 42.150 diagnósticos. Essa estimativa aponta para um desafio significativo no combate à doença, principalmente devido ao diagnóstico tardio, que ocorre em oito de cada dez pacientes.
## Projeções Regionais e Desafios
No Maranhão, a expectativa é de 2.310 novos casos no mesmo período, totalizando uma média de 770 por ano. Já em Alagoas, as projeções indicam cerca de 520 novos casos anualmente. A dificuldade em identificar a doença em seus estágios iniciais eleva a complexidade do tratamento, aumenta o risco de sequelas e diminui as chances de cura. Especialistas alertam que sinais como rouquidão persistente, feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade para engolir ou caroços no pescoço não devem ser ignorados, pois podem indicar a presença de tumores.
## Fatores de Risco e Sinais de Alerta
Os principais fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço incluem o uso de tabaco, o consumo excessivo de álcool e, mais recentemente, a infecção pelo HPV, que tem levado a um aumento de casos em pacientes mais jovens e não fumantes, especialmente os tumores de orofaringe. Outros fatores associados são a exposição solar sem proteção, obesidade, consumo de carnes processadas e bebidas muito quentes. Sintomas como nódulos no pescoço, dor de garganta contínua e falta de ar também são sinais de alerta importantes.
## Campanhas de Conscientização e Prevenção
A campanha "Julho Verde" busca conscientizar a população sobre a importância da informação e da detecção precoce. Em Maceió, por exemplo, foi realizado um "Dia D" com oferta de exames e procedimentos para rastreamento da doença. A rede pública de saúde oferece tratamento integral para os pacientes diagnosticados, e consultas de rotina com dentistas são consideradas a primeira linha de defesa, podendo elevar as chances de cura para mais de 90% quando a doença é identificada precocemente. A prevenção e a busca por atendimento médico ao notar os primeiros sintomas são cruciais para reverter o quadro de diagnósticos tardios.