Brasil nacionaliza produção de antirretroviral contra HIV
Fiocruz nacionaliza produção do dolutegravir, principal antirretroviral contra HIV no Brasil, garantindo autonomia e segurança no abastecimento para mais de 770 mil pacientes do SUS.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou a conclusão da transferência de tecnologia para a produção nacional do dolutegravir, medicamento essencial no tratamento do HIV no Brasil. Este marco representa um avanço significativo para a autonomia do país na fabricação de fármacos estratégicos, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) no acesso contínuo ao tratamento.
## Autonomia e Segurança no Abastecimento
Com a nacionalização da produção, realizada pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), o Brasil amplia sua capacidade de controle sobre todas as etapas de fabricação do dolutegravir. Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV no país dependem deste antirretroviral, distribuído gratuitamente pelo SUS. A medida visa reduzir a dependência de fornecedores internacionais e assegurar o abastecimento, minimizando vulnerabilidades a flutuações do mercado global e interrupções na cadeia de suprimentos.
## Estratégia Nacional de Saúde Pública
O dolutegravir é um componente central na política brasileira de enfrentamento ao HIV, reconhecido por sua alta eficácia no controle da carga viral e recomendado como tratamento prioritário. A incorporação da produção nacional reforça décadas de investimento do Brasil em políticas de saúde pública, que tornaram o tratamento do HIV uma referência internacional pela oferta gratuita e acompanhamento qualificado. A parceria envolveu a ViiV Healthcare e a GSK, promovendo a capacitação técnica e a adaptação industrial de Farmanguinhos para atender aos rigorosos padrões de qualidade.
## Impacto na Saúde Pública
A conclusão da transferência tecnológica não se limita à fabricação de um único medicamento; ela fortalece a capacidade produtiva nacional em áreas cruciais para a saúde pública. O domínio da tecnologia permite ao Brasil maior controle sobre o planejamento de estoque e a distribuição do tratamento, consolidando seu compromisso com o acesso universal à saúde e a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com o vírus, além de contribuir para a interrupção da transmissão.