Autismo: Diagnóstico Precoce Promove Autonomia na Vida Adulta

Diagnóstico precoce e intervenções na primeira infância são cruciais para a autonomia e qualidade de vida de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Autismo: Diagnóstico Precoce Promove Autonomia na Vida Adulta

O diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para garantir um futuro com maior independência e qualidade de vida para os indivíduos. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca a importância de pais, cuidadores e profissionais de saúde estarem atentos aos marcos do desenvolvimento infantil. A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), através da Rede Teia Agir, reforça essa necessidade, enfatizando que intervenções realizadas nos primeiros anos de vida consolidam as bases do neurodesenvolvimento.

## A Importância da Intervenção Precoce

Segundo Nise Portela, diretora técnica assistencial da Rede Teia Agir, as intervenções precoces são essenciais para que a criança alcance maior autonomia e integração social na vida adulta. O processo de diagnóstico no Brasil é médico, mas se fortalece com o apoio de equipes multidisciplinares, como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, que identificam oportunidades de desenvolvimento. A especialista explica que, após a identificação de lacunas no desenvolvimento, é crucial direcionar a criança para uma intervenção especializada, definindo alvos de estimulação e acompanhando o progresso.

A neuroplasticidade, fenômeno que ocorre intensamente na primeira infância, permite que o cérebro aprenda repertórios fundamentais para futuras aprendizagens. Essa fase é vista como um "investimento" que direciona o neurodesenvolvimento ao longo da vida. A Agir, que atua na gestão de unidades de saúde em estados como Amazonas, Goiás e São Paulo, criou a Rede Teia Agir em 2021, focada no tratamento multidisciplinar de crianças e adolescentes com TEA.

## Combate a Mitos e Sinais de Alerta

O desconhecimento sobre o autismo ainda dificulta a busca por orientação profissional e diagnósticos em tempo hábil. A Rede Teia Agir trabalha ativamente para combater mitos, como a ideia de que o autismo é uma doença ou que vacinas o causam. A condição é uma variação no neurodesenvolvimento, e não há comprovação científica de que vacinas estejam relacionadas ao seu surgimento. A crença de que toda pessoa autista possui habilidades espetaculares também é um equívoco que pode gerar expectativas irreais.

Pais e cuidadores devem estar atentos a sinais como movimentos repetitivos (estereotipias), baixo interesse em interações sociais, rigidez com mudanças de rotina, hiperfoco em objetos ou situações específicas, e dificuldades na comunicação verbal. A identificação desses comportamentos deve levar à procura de ajuda especializada. A Rede Teia Agir tem expandido suas ações de informação e treinamento para profissionais e pais em Goiás, Amazonas e São Paulo, promovendo intervenções baseadas em ciência.