Anvisa libera terapia inovadora para câncer de mama HER2-positivo inicial

Anvisa aprova uso mais cedo do Enhertu para câncer de mama HER2-positivo inicial. Terapia combate doença residual em pacientes com alto risco de retorno após cirurgia.

Anvisa libera terapia inovadora para câncer de mama HER2-positivo inicial

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma nova aplicação para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), já conhecido no tratamento de certos tipos de câncer de mama no Brasil. A atualização permite que a terapia seja empregada em uma fase mais precoce do tratamento.

A nova indicação é voltada para pacientes adultas com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial que, mesmo após quimioterapia, terapia-alvo e cirurgia, ainda apresentam sinais da doença. Isso se refere ao quadro de "doença invasiva residual", onde células cancerígenas são detectadas nos tecidos removidos cirurgicamente, apesar dos esforços terapêuticos pré-operatórios para reduzir ou erradicar o tumor.

Este grupo de pacientes enfrenta um risco elevado de recidiva da doença. Dados da Anvisa indicam que até 25% dessas pacientes podem ter a doença de volta em um período de até 10 anos. A liberação do Enhertu para este cenário representa um avanço significativo nas opções terapêuticas disponíveis, oferecendo uma nova esperança para pacientes com prognóstico mais desafiador.