Anvisa aprova novo medicamento contra linfoma agressivo

Anvisa aprova Columvi (glofitamabe) para tratamento de linfoma difuso de grandes células B, tipo agressivo de câncer no sangue. Medicamento amplia opções para pacientes com recaída ou sem resposta a tratamentos anteriores.

Anvisa aprova novo medicamento contra linfoma agressivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20) um novo medicamento para o tratamento de um dos tipos mais comuns e agressivos de linfoma não Hodgkin. O Columvi (glofitamabe), registrado no Diário Oficial da União pelo laboratório Roche, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) que tiveram recaída da doença ou não responderam aos tratamentos anteriores.

## Novas Opções Terapêuticas

O novo tratamento, que será utilizado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina, é recomendado também para pacientes que não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT). Essa aprovação representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, pois disponibiliza no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais. O LDGCB é um tipo de câncer hematológico agressivo, de crescimento rápido, e o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo. A necessidade de tratamentos eficazes é crucial, especialmente em casos de doença recidivante ou refratária, onde as opções para cura ou controle são limitadas.

## Eficácia e Aplicação

Estudos clínicos globais, publicados na revista científica The Lancet, apontam que o tratamento com Columvi demonstrou uma redução de 41% no risco de morte em comparação com protocolos tradicionais. Além disso, 50,3% dos participantes que receberam o novo esquema alcançaram a remissão completa da doença, contra 22% do grupo comparativo, e houve uma redução de 63% no risco de progressão da doença. O medicamento tem aplicação intravenosa e, segundo a fabricante, o tratamento tem duração fixa de aproximadamente 8,3 meses, com 12 ciclos. A estimativa é que cerca de 4 mil pessoas recebam o diagnóstico da doença por ano no Brasil.