Alagoas em Alerta: Dengue, Zika e Chikungunya Disparam

Alagoas registra surto de dengue, chikungunya e zika com alta em casos e óbitos. São Miguel dos Campos é epicentro da crise, exigindo ações emergenciais de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Alagoas em Alerta: Dengue, Zika e Chikungunya Disparam

Alagoas enfrenta uma escalada preocupante de casos de dengue, chikungunya e zika no primeiro semestre de 2024. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), referentes ao período de 1º de janeiro a 17 de julho, revelam um crescimento expressivo nas notificações em comparação ao mesmo período do ano anterior. O cenário local se alinha a uma projeção nacional que aponta alto risco de surtos dessas arboviroses em mais de 90% dos municípios brasileiros.

## Crescimento Alarmante das Arboviroses

A chikungunya lidera o ranking de aumento em Alagoas, com um salto de 151,1% nas notificações, passando de 517 para 1.298 casos. A doença também registrou dois óbitos no estado, um dado que não havia ocorrido no mesmo período em 2023. A dengue apresentou um crescimento de 16,1%, com 3.323 casos prováveis contra 2.863 anteriormente, e também confirmou duas mortes. A zika, embora em menor volume, mais que triplicou, saltando de 12 para 41 registros (aumento de 241,7%), sem óbitos confirmados.

O município de São Miguel dos Campos, no interior do estado, acumula 501 casos de dengue e 641 de chikungunya, sendo o epicentro de uma situação considerada crítica. A cidade registrou três mortes por chikungunya, incluindo uma recém-nascida, e um caso envolvendo mãe e filha. A prefeitura intensificou ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, com mutirões, aplicação de inseticida e uso de drones para pulverização de larvicida.

## Ações e Prevenção

A Sesau tem promovido ações de conscientização e educação em saúde nos 102 municípios alagoanos, oferecendo assistência técnica e capacitação para profissionais de saúde e agentes de combate a endemias. O órgão estadual reforça a importância do engajamento da população na eliminação de criadouros do mosquito, já que 70% a 80% deles estão em ambientes domésticos, segundo estudos do Instituto Oswaldo Cruz. Medidas como evitar o acúmulo de água em vasos de plantas, pneus, garrafas, além do uso de repelentes e telas em janelas, são fundamentais.

A secretaria orienta que qualquer pessoa com sintomas como febre alta, dores no corpo e articulações, manchas vermelhas na pele ou dor de cabeça intensa procure imediatamente uma unidade de saúde. Grupos como crianças, idosos, gestantes e portadores de comorbidades demandam atenção redobrada. A complexidade no controle das doenças é agravada pela dificuldade em erradicar o vetor e pela ausência de vacinação em larga escala para todas as arboviroses.