Zema defende privatização total e critica estatais como "cabides de emprego"
Romeu Zema defende privatização total de estatais, critica "gastança" e propõe "choque moral" e "choque de gestão" em segurança pública para a economia.

O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu a privatização completa de empresas estatais, classificando-as como desnecessárias e "cabides de emprego". A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, onde Zema apresentou suas propostas econômicas.
Zema citou sua experiência em Minas Gerais, onde reduziu o número de estatais para apenas uma, a Cemig. Segundo ele, a gestão privada impulsionou o crescimento das empresas. "Lá em Minas eram 118 [estatais]. Sobrou só uma, a Cemig. Era um cabide gigante de emprego. As empresas que foram bem administradas pelo setor privado decolaram", afirmou.
## Propostas para a Economia
O pré-candidato detalhou quatro pontos fundamentais para a melhoria da economia brasileira, começando pelo que chamou de "choque moral". Zema criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e as pressões políticas sobre os presidentes, ressaltando que sua vida foi "vasculhada" sem acharem irregularidades, embora ainda responda a um processo ligado ao ministro Gilmar Mendes. "Eu sou o pré-candidato que tem mais criticado o STF; presidentes sempre chantageados, pressões corporativas."
O segundo ponto abordado foi o "fim da gastança", visando impactar positivamente os indicadores econômicos. Zema criticou a taxa Selic a 14,5% e o crédito a 20%, argumentando que essas condições "quebram as empresas" e criam uma inversão onde "quem é rentista acaba lucrando". Ele também defendeu novas mudanças na Previdência, uma reforma administrativa e a revisão de programas sociais.
## Segurança Pública e Demandas Setoriais
O terceiro "choque de gestão" proposto por Zema seria na área de segurança pública. Ele mencionou El Salvador como um exemplo de país que, após enquadrar organizações criminosas como terroristas e impor penas mínimas de 25 anos, tornou-se menos violento. "O país menos violento das Américas hoje é El Salvador, o que vimos lá é plenamente viável fazer no Brasil. Estamos tendo punição ou incentivo?", questionou.
O evento contou com a presença de empresários e o recebimento de um documento com demandas do setor, incluindo reforma administrativa, regulamentação da reforma tributária, atualização do Simples Nacional, modernização da legislação trabalhista e incentivo ao empreendedorismo. Outros pré-candidatos como Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram convidados, mas não compareceram.