Zema chama Tebet e Marina de 'oportunistas' e mira vice para 2026
Romeu Zema (Novo) classifica Simone Tebet e Marina Silva como 'oportunistas' e adia definição de vice para agosto. Ele também defende privatizações.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, classificou Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) como "oportunistas" e "aventureiras". As declarações foram feitas durante o Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo. Zema apoiou a pré-candidatura de Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado, argumentando que a capital paulista tem atraído políticos de outros estados sem forte base local.
Zema criticou a vinda de candidatas que, segundo ele, "não são de São Paulo e que vieram para cá, porque parece que, em seus estados de origem, não têm muita chance". Ele mencionou que Tebet, originária de Mato Grosso do Sul, e Marina Silva, com carreira política no Acre, teriam se mudado para São Paulo em busca de oportunidades eleitorais. Ambas já foram eleitas deputadas federais por São Paulo em momentos distintos e ocuparam ministérios no governo federal.
Em resposta às críticas, Simone Tebet ressaltou em entrevistas anteriores que nasceu na divisa com São Paulo e que sua família tem laços com o estado. Marina Silva, por sua vez, já associou tais críticas a um viés misógino, comparando a recepção de políticos homens de outros estados com "tapete vermelho", em referência ao governador Tarcísio de Freitas, nascido no Rio de Janeiro.
## Definição de Vice e Estratégia Política
Sobre a escolha de seu vice para a chapa presidencial em 2026, Romeu Zema indicou que a decisão só ocorrerá após as convenções partidárias, com prazo limite no início de agosto. Ele não descartou a possibilidade de Michelle Bolsonaro como vice, expressando satisfação com o apoio que ela tem demonstrado em suas redes sociais. No entanto, essa aliança dependeria de mudanças significativas nas estratégias do PL, partido de Bolsonaro, o que é considerado improvável.
Zema busca se diferenciar no cenário da direita, apostando em sua popularidade e em sua "crítica aos intocáveis", especialmente em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa postura já lhe rendeu um processo por calúnia movido pelo ministro Gilmar Mendes. Pesquisas recentes indicam que Zema possui 2% dos votos válidos, buscando se destacar de outros nomes da direita, como Renan Santos.
O pré-candidato também reiterou suas intenções de privatizar empresas estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil, alinhando-se a pautas liberais na economia.