Zema: Brasil precisa de presidente "do mundo real", não "politicão"
Romeu Zema, pré-candidato à presidência, defende um líder "do mundo real" com experiência empresarial. Propõe choque de gestão, privatizações, combate ao crime organizado e críticas ao STF.

O pré-candidato à presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou que o Brasil necessita de um líder com vivência "do mundo real", em contraste com os "politicões" que dedicaram a vida à carreira política. Em entrevista à rádio Tupi, no Rio de Janeiro, Zema argumentou que a experiência empresarial, a de quem "rala e paga impostos", pode ser um diferencial na busca por soluções para os problemas nacionais.
## Definição do Vice e Alianças
Zema abordou a definição do seu futuro vice na chapa presidencial, mencionando que, embora tenha se eleito governador em Minas Gerais com chapa pura em 2018, o partido Novo buscou coligações em 2022. Atualmente, as conversas com partidos, especialmente o Podemos, estão em andamento, com a expectativa de que o nome seja definido até 5 de agosto, priorizando um candidato "ficha limpa". O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, confirmou as negociações com o Podemos, mas ressaltou que nenhuma decisão final foi tomada. O nome do empresário Geraldo Rufino (Podemos), anteriormente cogitado, agora deve focar em uma vaga no Senado.
## Propostas de Governo: Choque de Gestão e Privatizações
O pré-candidato reiterou suas propostas de governo, que incluem "choques de gestão" e a privatização de estatais. Na área de segurança pública, Zema defende a classificação de todas as facções criminosas como terroristas e a atuação conjunta das Forças Armadas, Polícia Federal, Coaf e Receita Federal no combate ao crime organizado, criticando a falta de "vontade de combater" e sugerindo que "muito político mamando nessas facções".
Em relação à gestão pública, Zema propõe a redução de gastos e uma reforma tributária para diminuir a carga de impostos, afirmando que a "renda do brasileiro está indo para pagar juros" e que as empresas enfrentam um "recorde de falências" sob o governo atual. Ele também prevê uma reforma previdenciária, com aumento do tempo mínimo de arrecadação, e modificações nos programas sociais, como um incentivo de R$ 5 mil para beneficiários do Bolsa Família que assinarem carteira de trabalho, visando "dar um incentivo para sair do Bolsa Família" e evitar a "perpetuação da miséria".
Zema defendeu a privatização "de tudo mesmo", citando a venda ou privatização de 118 empresas em Minas Gerais. Ele argumenta que o Estado tem recursos limitados para áreas essenciais como saúde e educação, e que empresas estatais são frequentemente usadas para fins políticos e contratos duvidosos, mencionando escândalos como o "petrolão" e o envolvimento do BRB com o Banco Master.
## Críticas ao STF e Impeachment de Ministros
Questionado sobre a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF), Zema defendeu o impeachment de ministros da Corte. Ele expressou preocupação com a imagem negativa do STF e do Brasil, sugerindo que os ministros "merecem uma investigação" e que "vamos botar eles para fora" com uma "virada no Congresso".