Zema ataca Tebet e Marina e vê São Paulo como "terra de oportunistas"

Romeu Zema critica Simone Tebet e Marina Silva como "oportunistas" em São Paulo e apoia Ricardo Salles ao Senado. Define vice após agosto e não descarta Michelle Bolsonaro.

Zema ataca Tebet e Marina e vê São Paulo como "terra de oportunistas"

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), atacou as pré-candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), insinuando que ambas são "oportunistas" e "aventureiras" por buscarem uma vaga no Senado por São Paulo. As declarações foram feitas durante o Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, onde Zema reforçou seu apoio à candidatura de Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado.

## Críticas e Defesas

Zema classificou São Paulo como uma "terra de oportunistas", afirmando que políticos de outros estados buscam a disputa pela vaga no Senado na capital paulista por "não terem muita chance" em suas regiões de origem. Ele defendeu a experiência administrativa e o currículo de Ricardo Salles, comparando-o favoravelmente a outros adversários. "São Paulo se transformou em terra de oportunistas. Temos candidatas que não são de São Paulo e vieram para cá porque me parece que em seus Estados de origem não têm muita chance. São aventureiras, paraquedistas", declarou Zema.

Tebet, nascida em Mato Grosso do Sul, e Marina Silva, do Acre, já foram ministras e se candidataram à Presidência. Ambas já foram eleitas deputadas federais por São Paulo em momentos distintos. Em resposta às críticas, Tebet mencionou ter laços com o estado, incluindo o nascimento de seu marido e a residência de suas filhas. Marina Silva, por sua vez, já classificou críticas semelhantes como misóginas, comparando a recepção a políticos homens de outros estados com a de mulheres.

## Cenário Eleitoral e Vice

O ex-governador de Minas Gerais também comentou sobre a definição de seu vice para a disputa presidencial de 2026, indicando que a decisão poderá ocorrer apenas após as convenções partidárias, no início de agosto. Zema não descartou a possibilidade de Michelle Bolsonaro ser sua vice, demonstrando satisfação com a interação. No entanto, a concretização dessa aliança dependeria de mudanças significativas nos planos do PL, que incluem candidaturas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal, cenário considerado improvável.

Zema busca se diferenciar de outros pré-candidatos da direita, como Renan Santos (Missão), a quem descreveu como "pré-candidato de um nicho" que "dá tiro para todo lado" e faz "espetáculo", mas que pode ter dificuldades na hora do voto. O ex-governador também reiterou sua intenção de privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil em um eventual governo. Pesquisa Datafolha de junho indicou Zema com 2% dos votos válidos.