Zema anuncia empresário ex-catador de latinhas como possível vice

Romeu Zema (Novo) confirma conversas avançadas com Geraldo Rufino para vice em sua chapa presidencial. Empresário ex-catador de latinhas, Rufino é visto como ficha limpa. Zema também detalha planos econômicos.

Zema anuncia empresário ex-catador de latinhas como possível vice

O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), indicou que o empresário Geraldo Rufino é um dos nomes fortes para compor sua chapa como vice. Durante um evento em Brasília, Zema afirmou que as negociações estão "bem encaminhadas", mas que a decisão final também depende do partido.

Zema ressaltou que busca um vice com "ficha limpa" e sem "rabo preso", com o objetivo de enfrentar o que ele chama de "intocáveis de Brasília". As conversas para formar a chapa presidencial incluem diálogos com diversos partidos que ainda não definiram seus candidatos ou apoios, com a exclusão de legendas de esquerda.

O pré-candidato destacou a afinidade pessoal e profissional com Geraldo Rufino, que também é mineiro. "Temos muita afinidade, até porque ele é mineiro também, de uma cidade vizinha à minha", declarou Zema. Rufino, conhecido por sua trajetória de superação, começou como catador de latinhas e fundou a JR Diesel, uma das maiores empresas de desmonte e reciclagem de veículos da América Latina.

Apesar do andamento das tratativas com Rufino e outros partidos, Zema frisou que ainda não há compromissos formais. Ele mencionou que outros pré-candidatos já oficializaram seus vices, como Ronaldo Caiado (União) com Gilberto Kassab (PSD) e Renan Santos (Missão) com Aroldo Medina. A chapa de Lula segue com Geraldo Alckemin (PSB), enquanto Flávio Bolsonaro ainda não definiu seu vice, mas sinaliza preferência por uma mulher.

Durante o evento, Zema também reiterou planos para a economia, incluindo a revisão de programas sociais e uma nova reforma da Previdência, justificando a necessidade pela longevidade crescente da população brasileira. Ele também defendeu a privatização de estatais, citando a experiência em Minas Gerais, onde reduziu significativamente o número de empresas estatais sob gestão governamental.