Voto Jovem Cai 7,6% no Grande ABC; Eleitorado Envelhece

Eleitorado jovem do Grande ABC diminui 7,59% entre 2024 e 2026, enquanto eleitores 60+ crescem 6,51%. Mudança reflete desinteresse juvenil e maior participação idosa.

Voto Jovem Cai 7,6% no Grande ABC; Eleitorado Envelhece

O eleitorado do Grande ABC, região metropolitana de São Paulo, registrou uma mudança significativa em seu perfil demográfico nos últimos dois anos. Dados recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam uma queda de 7,59% no número de eleitores jovens, com idades entre 16 e 24 anos, no comparativo entre os pleitos de 2024 e 2026. Essa redução representa a perda de 17.660 votantes nesta faixa etária, que passou de 232.812 para 215.152 eleitores aptos a votar.

## Redução e Crescimento Etário

A diminuição do voto jovem foi mais acentuada em Rio Grande da Serra, com uma queda proporcional de 11,59%. Diadema, Mauá, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires e Santo André também apresentaram retrações, com a única exceção sendo São Caetano do Sul, que registrou um leve aumento de 0,20% entre os jovens eleitores. Em contrapartida, o segmento de eleitores com 60 anos ou mais apresentou um crescimento expressivo de 6,51% no mesmo período, adicionando 32.866 novos votantes à terceira idade. O número total de eleitores idosos na região saltou de 504.931 para 537.797.

O cenário demonstra que, proporcionalmente, a entrada de novos eleitores idosos superou a saída de jovens. São Caetano do Sul se destaca como o município com o eleitorado proporcionalmente mais velho, onde 29,09% dos votantes têm 60 anos ou mais, seguido por Santo André (29,03%) e São Bernardo do Campo. Apesar de possuírem o menor contingente absoluto de idosos, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires lideraram o ritmo de envelhecimento mais acelerado, com altas de 11,70% e 11,14%, respectivamente, nesse público.

## Implicações e Perspectivas

A perda de eleitores jovens contribuiu para uma retração geral no contingente total de votantes do Grande ABC, que diminuiu 1,87% em dois anos, passando de 2.148.807 para 2.108.601 eleitores ativos. Especialistas apontam que o desinteresse da população mais jovem pela macropolítica pode ser um fator determinante para essa tendência. A maior atividade e participação política dos idosos, em comparação com gerações anteriores, também é um ponto a ser considerado na análise.

A análise histórica desse fenômeno é fundamental para determinar se essa mudança no perfil do eleitorado se consolidará como uma tendência de longo prazo. A crescente participação dos idosos na política e o potencial declínio do engajamento juvenil são aspectos cruciais para a compreensão do futuro cenário eleitoral na região.