Uczai acusa Alcolumbre de barrar fim da escala 6x1 e ameaça mobilização

Líder do PT, Pedro Uczai, critica Davi Alcolumbre por atrasar PEC do fim da escala 6x1 e ameaça com mobilização se proposta não avançar.

Uczai acusa Alcolumbre de barrar fim da escala 6x1 e ameaça mobilização

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), reiterou suas críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta terça-feira (7). Uczai acusou Alcolumbre de impedir o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca o fim da escala 6x1, um modelo de jornada de trabalho que permite longos períodos de descanso intercalados com dias de trabalho intenso. Em declarações a jornalistas na Câmara, o petista afirmou que o presidente do Senado "pode muito, mas não pode tudo".

Uczai ressaltou que a proposta está parada há mais de um mês na Casa Legislativa e que, caso Alcolumbre não a encaminhe para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana, haverá ampliação das mobilizações. "Deixe a democracia decidir, deixe os senadores decidirem quem é a favor e quem é contra a redução da jornada de trabalho", declarou Uczai, defendendo que a matéria deveria ser submetida ao debate democrático.

O líder do PT também adiantou que as manifestações planejadas devem ocorrer tanto nas redes sociais quanto nas ruas. Ele enfatizou que há um amplo apoio popular à PEC, independentemente da orientação política dos eleitores. "Proselitismo político e eleitoral é não votar uma matéria que a ampla maioria absoluta do povo brasileiro, que vota na direita, que vota na esquerda, que vota no centro, quer", argumentou.

Uczai expressou o desejo de elogiar Alcolumbre na próxima semana, mas apenas se ele decidir dar andamento à proposta. A PEC da escala 6x1 aguarda o despacho de Alcolumbre para a CCJ, etapa inicial para sua tramitação no Senado. Após a CCJ, o texto ainda precisaria ser votado em plenário. Os defensores da proposta correm contra o tempo, pois o recesso legislativo se inicia em 18 de julho, e eles desejam a aprovação antes dessa data.

Em resposta às críticas, Davi Alcolumbre enviou uma nota afirmando que "esse tipo de ameaça não será tolerado". A declaração indica uma escalada no embate entre os parlamentares sobre o futuro da jornada de trabalho no país, com o PT pressionando por avanços e o comando do Senado demonstrando resistência a prazos e ameaças.