Trump retoma ataques ao sistema eleitoral dos EUA e cita China
Donald Trump reacende ataques ao sistema eleitoral dos EUA, citando suposta interferência chinesa e vulnerabilidades. Defende regras mais rígidas para votação.

Em pronunciamento realizado na Casa Branca, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a direcionar ataques ao sistema eleitoral americano, levantando preocupações sobre supostas brechas e riscos à segurança das eleições que ocorrerão em novembro. O discurso, que durou cerca de 30 minutos, focou em alegações de que a China teria atuado para impedir sua vitória nas eleições de 2020 contra o democrata Joe Biden.
Trump reiterou a narrativa de que a eleição de 2020, na qual ele foi derrotado, foi marcada por fraudes e vulnerabilidades, apesar de as alegações jamais terem sido confirmadas e a eleição ter sido considerada uma das mais transparentes e auditadas da história americana. O ex-presidente prometeu um "grande anúncio" sobre "eleições justas", mas grande parte do teor de sua fala se concentrou na suposta conspiração chinesa.
## Vulnerabilidades e Eleitores Irregulares
Durante o pronunciamento, Trump destacou o que considera "vulnerabilidades chocantes" no sistema eleitoral dos EUA e a existência de "interferência estrangeira". Ele mencionou especificamente o número de eleitores em situação irregular e defendeu a implementação de regras mais estritas, como a exigência de documentos com foto para comprovar a identidade e cidadania dos eleitores. "Continuamos a ter votações sem prova de identidade pelos eleitores. Não há países de terceiro mundo que tenham eleições como as que temos aqui. Nosso sistema é corrupto", afirmou Trump.
O ex-presidente declarou ter instruído o FBI e o Departamento de Justiça a investigar por que informações cruciais sobre a vulnerabilidade do sistema eleitoral teriam sido negadas ao público. Ele também indicou que novas informações sobre investigações, abrangendo o período de janeiro de 2020 a junho de 2026, seriam disponibilizadas em um endereço eletrônico. Além da China, Trump citou Rússia, Irã e Coreia do Norte, bem como grupos não estatais, como potenciais agentes de interferência na "infraestrutura" eleitoral dos EUA, alegando a existência de meios eletrônicos não detectáveis para alterar a contagem de votos.
## Reformas Urgentes e Cenário Político
Trump enfatizou a urgência de reformas para combater as vulnerabilidades identificadas, defendendo a aprovação de uma nova lei eleitoral "sem atraso". O discurso ocorre em um contexto de eleições de meio de mandato nos EUA, que historicamente tendem a ser desafiadoras para o partido do presidente em exercício. Pesquisas indicam que os democratas podem obter um bom desempenho em novembro, especialmente diante da impopularidade e da queda na aprovação do governo atual, além de impasses em conflitos internacionais como o do Irã.
O ex-presidente tem mantido, há anos, alegações sem provas de que venceu Joe Biden em 2020 e, nos meses recentes, tem lançado dúvidas preventivas sobre a segurança e a validade das eleições que se aproximam.