Trump: Otan demonstra unidade e EUA impulsionam produção de armamento

Trump celebra 'enorme unidade' na Otan após críticas, destaca avanço em gastos de defesa e impulsionamento da produção de armamentos nos EUA.

Trump: Otan demonstra unidade e EUA impulsionam produção de armamento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8 de julho de 2026) que a cúpula da Otan, realizada na Turquia, demonstrou "enorme unidade" e um avanço significativo no compromisso dos países-membros em aumentar os gastos com Defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Trump declarou a repórteres que as nações da aliança militar ocidental "gostam do trabalho que estou fazendo" e que "ninguém está rindo mais" dos EUA, em contraste com o passado.

As declarações do presidente americano, que chegaram a expressar irritação com aliados europeus e a ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha mais cedo no dia, mudaram drasticamente. Ao final do encontro, Trump descreveu o clima como de "muito amor" e "muita união", ressaltando que os EUA voltaram a ser respeitados internacionalmente.

Trump também destacou que o aumento dos gastos com defesa beneficiaria diretamente os Estados Unidos, pois grande parte dos recursos seria direcionada à compra de armamentos e equipamentos de fabricação americana. Ele informou aos demais líderes sobre as medidas em andamento para expandir rapidamente a produção de defesa nos EUA, atendendo à demanda por equipamentos que possam ser entregues em prazos mais curtos.

Paralelamente às discussões na Otan, Trump abordou a escalada de tensões com o Irã. Ele declarou ser o "número 1 na lista de alvos do Irã" e afirmou que o acordo de cessar-fogo preliminar assinado em junho havia acabado, após a troca de ataques entre os dois países. Trump chegou a mencionar a possibilidade de um "grande ataque" contra o Irã. A Ilha de Kharg, crucial para as exportações de petróleo iranianas, foi citada como um dos alvos atingidos por forças americanas, embora Trump tenha instruído a não danificar os reservatórios de petróleo, indicando um possível interesse futuro em tomar a ilha.

A cúpula da Otan, que buscou superar desentendimentos e reafirmar a coesão da aliança, terminou com um compromisso de solidariedade e a promessa de assistência militar à Ucrânia. Os aliados comprometeram cerca de 70 bilhões de euros em ajuda à Ucrânia até 2026, e a declaração final da cúpula reiterou o "compromisso inabalável" com a defesa coletiva. A mudança de tom de Trump, de críticas acirradas a elogios à unidade da aliança, marcou a conclusão do evento.