Trump diz que EUA não cederão à violência política em jantar com imprensa

Donald Trump participa de jantar com correspondentes da Casa Branca após atentado, reafirmando compromisso contra violência política e com debate aberto. Evento teve segurança reforçada e discurso do presidente.

Trump diz que EUA não cederão à violência política em jantar com imprensa

Três meses após uma tentativa de atentado frustrada durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou da edição remarcada do evento em Washington, afirmando que o país não se curvará à violência política. O incidente de abril, que envolveu um atirador e troca de tiros com seguranças na entrada do hotel, foi classificado por Trump como um "ataque à nossa democracia".

Em seu discurso, Trump enfatizou a importância do debate público como meio de resolver divergências políticas, em contraste com a violência. Ele reafirmou o compromisso com a liberdade de expressão, declarando que "nenhum perdedor armado mudará isso". O evento contou com um esquema de segurança reforçado, com ruas isoladas e um amplo perímetro de proteção, e foi transferido para um novo local, o Waldorf Astoria, considerado mais seguro e com controle de acesso mais rigoroso.

Durante o jantar, Trump alternou entre piadas, críticas à imprensa e menções a sua campanha. Ele chegou a vestir um boné escrito "Trump 2028", indicando sua intenção de concorrer a um terceiro mandato presidencial, apesar da Constituição americana vetar mais de dois. Trump insistiu que, na realidade, estaria concorrendo a um quarto mandato, baseando-se em alegações infundadas de fraude eleitoral em 2020. Ele também elogiou o Serviço Secreto e o agente que foi atingido durante o atentado, ressaltando que o show "precisa continuar".

O jantar remarcado também serviu para Trump abordar sua relação complexa com a imprensa. Ele comentou sobre a possibilidade de "endireitar" reportagens que considera falsas e afirmou que falar com a imprensa oferece uma chance de obter uma matéria favorável. Por outro lado, criticou veículos de comunicação e mencionou a retirada da Associated Press de um grupo de jornalistas com acesso privilegiado à Casa Branca. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu o discurso de Trump como uma combinação "unificadora e implacável, séria e muito engraçada", celebrando a liberdade de expressão e a Primeira Emenda.

O atirador, identificado como Cole Allen, um californiano de 31 anos, declarou-se inocente das acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente. Em abril, o evento foi interrompido quando o homem armado tentou invadir o local e trocou tiros com agentes do Serviço Secreto. Trump foi retirado às pressas, e os jornalistas se protegeram sob as mesas. A segurança foi significativamente aumentada para a nova data, em resposta às falhas de segurança relatadas na ocasião anterior.