Trump chama Xi de "amigo" após acusar China de interferir em eleições

Trump elogia Xi Jinping como "amigo" após acusações de interferência eleitoral e mantém visita do líder chinês a Washington.

Trump chama Xi de "amigo" após acusar China de interferir em eleições

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, alterou o tom em relação à China ao chamar o seu homólogo, Xi Jinping, de "amigo". A declaração ocorre pouco mais de uma semana após Trump ter acusado Pequim de interferir nas eleições americanas de 2020, alegando que o país asiático teria hackeado dados de 220 milhões de eleitores. Apesar das acusações, Trump confirmou que a visita de Xi Jinping a Washington, prevista para 24 de setembro, está mantida.

Durante um jantar com jornalistas setoristas da Casa Branca, Trump relatou uma conversa com Xi Jinping sobre a venda do aplicativo TikTok. Segundo o presidente americano, ele solicitou a aprovação do negócio, o que foi prontamente concedido pelo líder chinês. "Ele é meu amigo. E ele não causa problemas, como outras pessoas causam", declarou Trump, em tom descontraído.

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As tensões entre os dois países aumentaram quando, em 16 de julho, Trump anunciou publicamente a suposta interferência chinesa nas eleições americanas. Essa narrativa foi utilizada para justificar o projeto Save America Act, que propõe a exigência de comprovação de cidadania para o exercício do voto. A China, por sua vez, refutou as acusações, reiterando sua política de não intervenção em assuntos internos de outras nações. A incerteza sobre a manutenção da visita de Xi Jinping pairava no ar até a declaração de Trump.

O jantar com os jornalistas, organizado pela White House Correspondents Association (WHCA), foi remarcado após um incidente em abril, quando um homem armado tentou invadir o evento. O suspeito, Cole Allen, foi detido pelo Serviço Secreto antes de conseguir atingir o presidente. Trump, que retirado às pressas do local na ocasião, posteriormente declarou acreditar que Allen agiu sozinho. Allen se declarou inocente das acusações e enfrenta múltiplos processos criminais, incluindo tentativa de assassinato contra o presidente.