Trump acusa China de hackear 220 milhões de eleitores americanos

Donald Trump acusa China de hackear dados de 220 milhões de eleitores dos EUA em 2020, alegando interferência eleitoral e ocultação de informações. Pede investigação e aprovação do "Save America Act".

Trump acusa China de hackear 220 milhões de eleitores americanos

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de acusações contundentes nesta quinta-feira (16 de julho de 2026), afirmando que a China foi responsável pelo que ele descreveu como a "maior violação de dados eleitorais da história". Segundo Trump, o país asiático obteve ilicitamente registros de 220 milhões de eleitores norte-americanos durante o ciclo eleitoral de 2020, interferindo assim na disputa presidencial daquele ano, na qual ele foi derrotado por Joe Biden.

## Detalhes da Violação e Acusações

De acordo com o republicano, os dados comprometidos incluem nomes, endereços e preferências partidárias dos eleitores. Trump também alegou que o governo chinês atuou ativamente para impedir sua reeleição. Ele afirmou que "dezenas de milhões de dados de eleitores foram comprados, roubados ou hackeados pela China". O ex-presidente criticou duramente a forma como a informação foi tratada, declarando que os responsáveis por alertar sobre a violação "mantiveram a informação em segredo e escondida", sem divulgá-la a ele, como presidente, nem ao Congresso.

Trump estendeu suas acusações, alegando que a China também teria pago jornalistas para produzir reportagens negativas sobre ele, motivada pela preocupação com as tarifas que ele pretendia impor e com o fortalecimento militar dos Estados Unidos. Como resposta, ele solicitou formalmente ao Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, ao Departamento de Justiça, ao FBI e à CIA que investiguem o motivo da ocultação dessas informações cruciais, que demitam os envolvidos no encobrimento e que apresentem acusações criminais contra essas pessoas.

## Contexto Político e Pedido ao Congresso

Essas declarações ocorrem cerca de dois meses após uma reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, onde Trump expressou respeito e descreveu o relacionamento entre eles como "fantástico". Xi Jinping é presidente da China desde 2013, período que abrangeu os dois mandatos de Trump como presidente. Uma visita de Xi à Casa Branca estava marcada para setembro do mesmo ano.

Trump utilizou o pronunciamento para pressionar o Congresso americano a aprovar o "Save America Act", um projeto de lei que exige prova de cidadania para votar. Ele conclamou os cidadãos a solicitarem aos seus congressistas que apoiem o texto, argumentando que a oposição à medida seria motivada apenas pelo desejo de "trapacear", uma vez que as políticas e candidatos adversários seriam incapazes de vencer legitimamente.