Tarcísio Lidera Pesquisa em SP com 46%, Haddad Tem 30%
Pesquisa Datafolha revela Tarcísio de Freitas com 46% das intenções de voto para o governo de SP, contra 30% de Fernando Haddad. Rejeição de Haddad é de 47%.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera as intenções de voto para a sucessão no Palácio dos Bandeirantes, com 46%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5). Seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), aparece com 30% das preferências.
O levantamento, encomendado pelo jornal "Folha de S. Paulo", ouviu 1.608 eleitores entre os dias 1º e 3 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número SP-01703/2026.
## Cenário Político em Transformação
A desistência de candidatos como Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) da corrida eleitoral altera o panorama. Juntos, esses pré-candidatos somavam cerca de 10% das intenções de voto, conforme apurado em março. Especialistas apontam que essa saída pode simplificar a disputa, possivelmente reduzindo-a a um confronto entre dois partidos com representação na Câmara dos Deputados e abrindo a possibilidade de a eleição ser definida já no primeiro turno.
Além de Tarcísio e Haddad, a pesquisa registrou as seguintes intenções de voto: Carlos Machado (PCB) com 4%, Vera Lúcia (PSTU) com 5%, e Vivian Mendes (Unidade Popular) com 4%. Brancos, nulos ou nenhum somaram 8%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam responder.
## Rejeição aos Candidatos
O Datafolha também investigou o índice de rejeição dos pré-candidatos. Fernando Haddad apresentou a maior taxa, com 47% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Tarcísio de Freitas foi rejeitado por 29% do eleitorado. Outros índices de rejeição incluem Carlos Machado e Vera Lúcia, ambos com 22%; Vivian Mendes, com 15%. Houve ainda 3% de votos brancos/nulos/nenhum e 5% de "não sabe".
Os resultados indicam um cenário competitivo para o governo de São Paulo, com o atual governador mantendo uma vantagem considerável sobre o petista, mas com a rejeição de Haddad se destacando como um ponto de atenção para sua campanha.