Sindicato critica gestão do Imas e rejeita terceirização de auditoria em Goiânia

Sindicato de servidores de Goiânia critica gestão do Imas, aponta Prefeitura como responsável pela crise e rejeita terceirização da auditoria.

Sindicato critica gestão do Imas e rejeita terceirização de auditoria em Goiânia

A crise enfrentada pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais (Imas), em Goiânia, é resultado direto da má gestão administrativa e financeira da Prefeitura, e não da inadimplência dos servidores. A afirmação é do presidente em exercício do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Goiânia (SindiGoiânia), Marco Antônio dos Santos, em entrevista exclusiva. Segundo ele, os descontos para o plano de saúde são feitos diretamente na folha de pagamento, antes mesmo de os salários serem recebidos, garantindo a regularidade das contribuições.

Marco Antônio responsabilizou tanto as administrações passadas quanto a atual pela precariedade do instituto. "O usuário não é inadimplente com nada. Quem tem responsabilidade são os gestores passados e os gestores atuais, que sempre encontram alguma desculpa para empurrar esse problema para frente", declarou. A declaração surge em meio a uma consulta da Prefeitura no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) sobre um projeto de reestruturação do Imas, que inclui a potencial terceirização da auditoria.

O sindicato mantém sua posição contrária a qualquer alteração que não priorize a gestão pelos próprios servidores. "O fato desse projeto estar em consulta no TCM não muda absolutamente nada na nossa visão", enfatizou Santos. A entidade defende que a administração do Imas seja devolvida aos beneficiários, que são os responsáveis pelo financiamento do plano de saúde. "Esse plano é do servidor. Não é uma empresa do prefeito atual nem do prefeito passado. O servidor é quem paga."

O dirigente sindical argumenta que o modelo de gestão atual permite o acúmulo de problemas financeiros sem soluções definitivas, prejudicando o acesso à saúde dos servidores. "Enquanto estiver nas mãos de gestores irresponsáveis, que não têm compromisso com a saúde do servidor, a situação continuará se repetindo."

Outro ponto de crítica é a dívida acumulada pelo Imas, estimada em R$ 226 milhões pela Prefeitura. O sindicato defende que, antes de qualquer reestruturação, o município deve regularizar os pagamentos aos prestadores de serviço. "Se deve, tem que pagar. É simples. Dois mais dois são quatro. Os prestadores prestaram o serviço e precisam receber."

O SindiGoiânia também se opõe à ideia de terceirizar a auditoria do instituto. Para Marco Antônio, a Prefeitura precisa assumir suas responsabilidades financeiras e administrativas, em vez de buscar soluções externas que não abordam a raiz do problema. A entidade reafirma que a dívida não pode ser motivo para o desmantelamento do Imas, que atende milhares de famílias. A proposta de reestruturação da gestão do Imas está sob análise no TCM-GO.