Salles ataca Marina Silva e Simone Tebet em discurso em SP
Ricardo Salles ataca Marina Silva e Simone Tebet em evento político em SP, chamando-as de "tartaruga fugida do Acre" e "mãe do desastre econômico", e critica "vorcarização" da política.

O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) dirigiu fortes críticas às ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) durante discurso no Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo no último sábado, 18 de julho de 2026. Salles, que anunciou sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, comparou Marina Silva a uma "tartaruga fugida do Acre" e classificou Simone Tebet como a "mãe do desastre econômico".
## Críticas à Economia e ao Governo Lula
Salles expressou sua disposição em abrir mão de uma reeleição praticamente assegurada à Câmara dos Deputados para disputar uma vaga no Senado, descrevendo o movimento como um "sacrifício político". Ele argumentou que a escolha pela candidatura ao Senado é mais desafiadora, especialmente diante do cenário político que envolve as ex-ministras. "Eu me elegeria a deputado com o pé nas costas. Portanto, é muito mais difícil você abrir mão de uma vaga que você tem garantida, seja de deputado federal ou estadual, para concorrer ao Senado, numa disputa em que você tem a tartaruga fugida do Acre apoiada pelo Lula e a Simone Tebet, que é a mãe do desastre econômico", declarou Salles.
O parlamentar também atribuiu a integrantes da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pela situação econômica do país, que ele qualificou como um "desastre". Salles dividiu essa responsabilidade entre Simone Tebet e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). "A Simone Tebet é a mãe do desastre econômico. Se o Haddad é o pai, na qualidade de ministro da Fazenda, a Tebet é a mãe", afirmou o deputado.
## "Vorcarização" da Política
Em outro ponto de sua fala, Ricardo Salles introduziu o conceito de "vorcarização" da política brasileira, referindo-se ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo Salles, o termo descreve um modelo de cooptação de políticos por meio de benefícios e vantagens pessoais, que teria se disseminado por diversos partidos. Ele detalhou o processo, mencionando a oferta de "mulher pelada", "dinheiro", ou a oportunidade de "andar de jatinho" como métodos de corrupção. Salles concluiu que essa prática teria intensificado a corrupção na classe política de forma suprapartidária, com envolvimento de pessoas de "praticamente todos os partidos nesse rolo".