Salles acusa Centrão de roubar o país há 40 anos e critica PL
Ricardo Salles (Novo-SP) critica Centrão por corrupção há 40 anos e acusa PL de se manter subordinado ao grupo, mesmo com Bolsonaro na sigla. Pré-candidato ao Senado, Salles ataca ainda André do Prado (PL) e defende o Novo como única opção sem fisiologismo.

O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado por São Paulo, fez duras críticas ao Centrão e ao Partido Liberal (PL) em discurso no 10º Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo neste sábado (18.jul.2026). Salles acusou o Centrão de "roubar o país há 40 anos", associando o grupo a esquemas de corrupção em diversos governos e setores, como educação, saúde, transporte e segurança pública.
## Críticas ao PL e Lideranças
Salles direcionou suas críticas ao PL, afirmando que a legenda continua subordinada ao Centrão, mesmo após a entrada de lideranças como o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o deputado, a tentativa de alinhar o partido à direita fracassou, pois o comando permanece com o presidente nacional, Valdemar Costa Neto. "Me dói muito ver que deputados, senadores e o próprio presidente Jair Bolsonaro foram para o PL na expectativa de arrumar o partido por dentro. Continua mandando o Valdemar e todo o esquema dele de Centrão fisiológico e patrimonial", declarou.
O parlamentar também criticou o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), a quem chamou de "filhote" e "pupilo" de Valdemar Costa Neto. Salles associou Prado às práticas políticas que ele atribui ao Centrão, destacando a falta de postura ideológica e de princípios. Ele também mencionou o apoio de Prado a Márcio França (PSB) e ao PT em diferentes momentos de sua carreira política.
## Distanciamento do Novo
Ao justificar sua filiação ao Partido Novo, Salles defendeu que a legenda é a única distante das práticas fisiológicas na política brasileira. Ele citou o caso envolvendo Daniel Vorcaro para ilustrar a abrangência de envolvimento de diversos partidos em esquemas de corrupção, ressaltando que o Novo seria a única sigla ausente desses casos.
O deputado também aproveitou para criticar eventuais candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado, argumentando que elas não teriam vínculo político com o estado de São Paulo. Além disso, reiterou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a derrota do petista como prioridade para a direita.