Ronaldo Caiado: Trajetória do pré-candidato à Presidência pelo PSD
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, oficializa neste domingo (26) sua candidatura à Presidência pelo PSD. Com trajetória que inclui mandatos na Câmara, Senado e o governo estadual, Caiado busca agora o Planalto.

Ronaldo Caiado, figura proeminente na política brasileira e ex-governador de Goiás, terá sua candidatura à Presidência da República oficializada neste domingo (26) em convenção do Partido Social Democrático (PSD). Nascido em Anápolis (GO) em 1949, Caiado possui formação em medicina e especialização em ortopedia, mas construiu sua carreira na esfera pública.
## Início da Carreira e Passagens pelo Congresso
A trajetória política de Caiado remonta a 1989, quando disputou pela primeira vez a Presidência da República pelo antigo PSD, obtendo a décima posição. Posteriormente, elegeu-se deputado federal por Goiás em 1990, destacando-se como o parlamentar mais votado de seu estado. Ao longo de sua atuação na Câmara dos Deputados, passou por diferentes siglas, como PFL e DEM, tornando-se uma referência para a bancada ruralista e crítico frequente de governos de esquerda. Em 2014, conquistou uma vaga no Senado Federal, onde atuou como líder do Democratas e participou de articulações políticas relevantes, incluindo o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
## Governo em Goiás e Nova Disputa Presidencial
Em 2018, Ronaldo Caiado foi eleito governador de Goiás em primeiro turno, um cargo que ocupou até o início de 2025. Durante sua gestão, enfrentou debates sobre nomeações de familiares para cargos públicos. Em termos de posicionamento político, manifestou-se contra a Reforma Tributária em 2023. No início de 2025, anunciou sua pré-candidatura à Presidência pelo União Brasil, mas posteriormente retornou ao PSD. Sua estratégia de projeção nacional tem priorizado a segurança pública, com propostas como a equiparação de facções criminosas a organizações terroristas, buscando consolidar sua imagem em um eleitorado alinhado à direita. Caiado tem adotado um discurso mais institucional e moderado, enfatizando a autonomia dos estados e o respeito às instituições democráticas, tendo criticado os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.