Rogério Marinho critica Moraes por 'silenciamento político' de Bolsonaro
Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, critica Alexandre de Moraes por proibir visitas político-eleitorais a Bolsonaro e divulgar manifestos, alegando 'silenciamento político' e violação constitucional.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, manifestou forte repúdio a recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota divulgada neste sábado (18), Marinho classificou as novas restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro como "extravagantes", "inusitadas" e um claro instrumento de "silenciamento político".
## Ampliação de Restrições Judiciais
A equipe de Flávio Bolsonaro reagiu após Alexandre de Moraes proibir Jair Bolsonaro de receber visitas com fins político-eleitorais até o fim das eleições de 2026. Além disso, o ministro vetou a divulgação de manifestos políticos, mesmo que por intermédio de terceiros. Rogério Marinho argumentou que o isolamento judicial imposto ao ex-presidente, em regime domiciliar, atenta contra o Estado Democrático de Direito e ultrapassa os limites estabelecidos pela Constituição.
Segundo o senador, a suspensão dos direitos políticos, quando decorrente de condenação criminal, deveria se limitar estritamente às ações de votar e ser votado. "Ao impedir até mesmo visitas de seus filhos e restringir sua comunicação com a sociedade, Alexandre de Moraes transforma medidas judiciais em instrumentos de silenciamento político. Mais do que isso, amplia restrições para além do que a própria Constituição prevê", declarou Marinho.
## Medidas e Contexto da Prisão Domiciliar
As determinações de Moraes também incluem a suspensão do direito a visitas gerais a Bolsonaro por um período de 30 dias, com exceções apenas para advogados, médicos e profissionais de fisioterapia. O ex-presidente cumpre em regime domiciliar uma pena de 27 anos e três meses por acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Atualmente, ele reside em Brasília com sua esposa Michelle, uma filha, uma enteada, além de funcionários e seguranças.
A declaração de Marinho ressalta a crescente tensão entre setores da oposição e o Poder Judiciário, especialmente em relação às ações que visam restringir a atuação política de figuras ligadas ao ex-presidente.