PSTU defende desmilitarização da polícia em SC e descriminalização de drogas

Pré-candidato do PSTU em SC, Marcus Sodré, propõe desmilitarização da polícia e criação de força única e civil. Defende ainda a descriminalização de todas as drogas, tratando o uso como questão de saúde pública e focando no combate financeiro ao crime organizado.

PSTU defende desmilitarização da polícia em SC e descriminalização de drogas

Marcus Sodré, pré-candidato ao Governo de Santa Catarina pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), apresentou propostas controversas para a área de segurança pública e drogas. Em entrevista, Sodré defendeu a desmilitarização das polícias no estado, propondo a criação de uma força policial única e eminentemente civil.

## Novo Modelo Policial

A visão de Sodré para a segurança pública diverge significativamente do modelo atual. Ele argumenta que a Polícia Militar, em sua concepção atual, funciona mais como uma ferramenta de repressão contra movimentos sociais e trabalhadores do que como uma força de proteção estatal. A proposta do PSTU visa estabelecer uma polícia de Estado, com maior autonomia em relação a determinações políticas do governador, e cujos agentes teriam direito à sindicalização. Além disso, os delegados seriam escolhidos pelos próprios policiais e poderiam ser destituídos do cargo, buscando maior accountability.

## Descriminalização e Saúde Pública

Outro ponto central da plataforma de Sodré é a descriminalização total do uso de drogas. Segundo o pré-candidato, o consumo não deveria ser tratado como um crime, mas sim como uma questão de saúde pública. Ele defende que os usuários recebam atendimento em uma rede pública de saúde, financiada pelo Estado. Sodré critica a atual política de repressão, apontando que ela resultou em um alto índice de encarceramento em massa sem, contudo, conseguir erradicar o tráfico.

O pré-candidato também enfatizou que o combate ao crime organizado deve focar em suas estruturas financeiras. A investigação deveria se concentrar em esquemas de lavagem de dinheiro, grandes traficantes e nas instituições financeiras e empresas que poderiam estar envolvidas, em vez de priorizar a repressão direta aos usuários e pequenos traficantes.