Prefeito de NY cogita prender Netanyahu na ONU

Prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, avalia prender Benjamin Netanyahu durante Assembleia da ONU, citando acusações de crimes de guerra pelo TPI.

Prefeito de NY cogita prender Netanyahu na ONU

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, declarou que está considerando a possibilidade de ordenar a prisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, caso ele compareça à próxima Assembleia Geral da ONU. A declaração foi feita em entrevista ao The New York Times e publicada em 18 de maio.

Mamdani expressou sua opinião de que Netanyahu deveria ser levado a Haia, sede do Tribunal Penal Internacional (TPI), qualificando-o como um criminoso de guerra. Ele mencionou que essa visão é compartilhada por muitos, devido às ações de Israel ao longo dos anos, e classificou Israel como um "regime de Apartheid".

## Autoridade e Ação Legal

O prefeito admitiu incertezas sobre sua própria autoridade para instruir o Departamento de Polícia de Nova York a deter um líder estrangeiro. No entanto, informou que o assunto está sendo discutido com a equipe jurídica da cidade. "Seja lá o que for que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos", afirmou Mamdani.

A Assembleia Geral da ONU, que reúne líderes mundiais anualmente, ocorrerá em setembro na sede da organização em Nova York. Em ocasiões anteriores, Mamdani já havia prometido usar a polícia de Nova York para cumprir mandados de prisão contra líderes procurados pelo TPI, incluindo Netanyahu e o presidente russo Vladimir Putin.

## Contexto Internacional e Reação

O TPI, em 2024, declarou ter motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu é responsável por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Essas alegações estão ligadas à ofensiva de Israel em Gaza, iniciada após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Em resposta às declarações de Mamdani, Danny Danon, embaixador de Israel junto às Nações Unidas, criticou o prefeito. Danon escreveu em sua conta no X (anteriormente Twitter) que Mamdani deveria se concentrar em suas responsabilidades municipais e no combate ao antissemitismo na cidade, em vez de "incitar a hostilidade" e gerar manchetes ao atacar Israel.