Prefeito baiano ameaça demitir servidores por apoio a governador
Prefeito baiano de Érico Cardoso ameaça demitir servidores que não apoiarem reeleição de Jerônimo Rodrigues. A fala é vista como assédio eleitoral e pode ser investigada.

O prefeito de Érico Cardoso, na Bahia, Eraldo Félix (Republicanos), gerou forte repercussão ao declarar publicamente que servidores municipais que não apoiarem a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) correm o risco de serem demitidos. A afirmação foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais, sendo interpretada como uma tentativa de pressionar o funcionalismo público.
## Pressão e Uso da Máquina Pública
Em um vídeo ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça (PT), Eraldo Félix adotou um tom autoritário ao sugerir que aqueles que não estivessem dispostos a seguir a orientação política da gestão deveriam pedir exoneração. A mensagem implícita é a de que não haveria espaço na administração municipal para funcionários que não compartilhassem do mesmo posicionamento eleitoral dos chefes do Executivo.
O prefeito utilizou comparações com o futebol para tentar justificar a exigência de alinhamento político. No entanto, ao vincular diretamente a permanência de servidores na administração ao apoio a um candidato específico, a declaração levanta sérios questionamentos sobre o uso da máquina pública para constranger e intimidar funcionários. A postura do gestor provocou uma onda de críticas por associar a manutenção dos vínculos funcionais à preferência eleitoral dos servidores.
## Violação de Princípios e Próximos Passos
A exigência de apoio eleitoral fere o princípio da liberdade de voto, assegurado pela legislação brasileira, e configura indícios de assédio eleitoral. O caso tende a ampliar o debate sobre os limites da atuação de agentes públicos durante os períodos de pré-campanha e campanha eleitoral.
Espera-se que a situação possa acionar órgãos de fiscalização e o Ministério Público Eleitoral para apurar a conduta do prefeito. A declaração evidencia a tensão política no estado e a disputa por apoio em ano eleitoral, com potenciais desdobramentos legais e éticos.