PL acusa ICL de propaganda eleitoral antecipada contra Flávio Bolsonaro

PL acusa ICL de usar documentário contra Flávio Bolsonaro para favorecer Lula e pede suspensão de atividades ao TSE.

PL acusa ICL de propaganda eleitoral antecipada contra Flávio Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), alegando propaganda eleitoral negativa e antecipada em favor do presidente Lula (PT) e em detrimento do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. A ação se baseia na divulgação de um documentário intitulado "Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um", que estreou em plataformas digitais.

## Documentário e Acusações

Segundo o PL, o ICL estaria utilizando seu braço jornalístico de forma partidária. A representação inclui prints de publicações dos perfis ICL e ICL Notícias que seriam críticas a Flávio Bolsonaro. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que a ação não questiona a produção jornalística em si, mas sim a "instrumentalização clara do canal como verdadeiro veículo partidário de Lula".

O ICL, por sua vez, declarou que o documentário tem "compromisso histórico com a apuração rigorosa dos fatos" e que a ação do PL visa "intimidar e silenciar um veículo de comunicação". O instituto considera a tentativa de enquadrar a divulgação como propaganda eleitoral ilícita uma forma de "deslegitimar o trabalho de apuração e transformar o exercício da liberdade de imprensa em objeto de perseguição judicial e censura".

## Disseminação e Pedidos ao TSE

O PL alega ainda que anúncios pagos sobre o documentário direcionam usuários das redes sociais para grupos de WhatsApp do ICL, incentivando a disseminação do conteúdo "antes das eleições". O partido estima que mais de 200 grupos com essa finalidade alcançam mais de 160 mil usuários. A representação argumenta que essa disseminação não deveria ocorrer antes do período eleitoral oficial, que se inicia em 16 de agosto.

Diante disso, o PL solicita ao TSE a suspensão imediata de "práticas de arregimentação, mobilização e difusão organizada de conteúdo político-eleitoral" pelo ICL. Além disso, pede que o instituto identifique, em 48 horas, eventuais pagamentos recebidos de partidos políticos ou contratos com o poder público entre 2025 e 2026, bem como o valor investido na produção do documentário.