PL aciona TSE contra ICL por suposta propaganda pró-Lula
PL acusa o Instituto Conhecimento Liberta (ICL) de usar documentário e grupos digitais para difamar Flávio Bolsonaro e favorecer Lula, pedindo ação do TSE.

O Partido Liberal (PL) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), alegando que a instituição estaria promovendo propaganda eleitoral negativa antecipada em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o pré-candidato Flávio Bolsonaro. A ação se concentra na divulgação de um documentário intitulado "Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um", lançado nesta quinta-feira (23).
## Documentário e Grupos Digitais em Foco
Segundo o PL, o ICL, fundado pelo economista Eduardo Moreira e que possui um braço jornalístico e outro voltado para cursos de economia e investimentos, estaria utilizando seus canais digitais para atacar Flávio Bolsonaro. A representação pede a suspensão imediata de "práticas de arregimentação, mobilização e difusão organizada de conteúdo político-eleitoral" e o bloqueio de perfis e grupos digitais do ICL com o objetivo de prejudicar o pré-candidato. Prints de publicações críticas a Flávio Bolsonaro em perfis do ICL foram anexados à ação.
O partido argumenta que anúncios pagos sobre o documentário direcionam usuários para grupos de WhatsApp do ICL, que incentivam a disseminação do conteúdo antes do período eleitoral oficial. O PL afirma que existem mais de 200 grupos com essa finalidade, alcançando mais de 160 mil usuários. Uma chamada para o documentário no Instagram do ICL prometia "histórias inéditas e chocantes" sobre o "filho 01 de Jair Bolsonaro".
## ICL se Defende e Acusa Censura
Em resposta, o ICL declarou que o documentário tem "compromisso histórico com a apuração rigorosa dos fatos" e que a ação do PL visa "intimidar e silenciar um veículo de comunicação". O instituto considera a tentativa de enquadrar a produção jornalística como propaganda eleitoral ilícita uma forma de deslegitimar o trabalho de apuração e censurar a liberdade de imprensa. A nota do ICL enfatiza que a divulgação de uma produção jornalística não deve ser objeto de perseguição judicial.
O PL também solicitou ao TSE que o ICL informe, em 48 horas, quaisquer pagamentos recebidos de partidos políticos ou contratos com o poder público entre 2025 e 2026, além do valor investido na produção do documentário. A representação do partido visa garantir a igualdade de condições na disputa eleitoral, impedindo o que consideram ser uma instrumentalização partidária disfarçada de jornalismo.