PL aciona TSE contra documentário sobre Flávio Bolsonaro; Tarcísio defende negociação com EUA
PL acusa ICL de propaganda eleitoral antecipada com documentário sobre Flávio Bolsonaro. Enquanto isso, Tarcísio de Freitas apela por negociação exaustiva com os EUA para reverter tarifas.

O Partido Liberal (PL) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), alegando propaganda eleitoral negativa e antecipada em favor do presidente Lula. A ação se concentra na divulgação do documentário "Flávio Bolsonaro: a verdadeira história sobre o filho zero um", lançado nesta quinta-feira (23). O PL sustenta que o ICL utiliza seus canais digitais, incluindo mais de 200 grupos de WhatsApp com alcance superior a 160 mil usuários, para disseminar conteúdo crítico a Flávio Bolsonaro e mobilizar eleitores antes do período oficial de campanha.
O partido pede ao TSE a suspensão imediata das atividades eleitorais do ICL e a identificação de eventuais pagamentos recebidos de partidos políticos ou contratos com o poder público. Em resposta, o ICL declarou que o documentário possui "compromisso histórico com a apuração rigorosa dos fatos" e que a ação do PL visa "intimidar e silenciar um veículo de comunicação", caracterizando uma tentativa de censura e perseguição judicial.
## Negociações com os EUA
Em paralelo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a necessidade de negociações contínuas com os Estados Unidos para mitigar os efeitos do recente "tarifaço" imposto pelo país. Segundo Freitas, a reciprocidade comercial agravaria a situação econômica do Brasil, prejudicando setores como o agronegócio e a indústria de macroequipamentos, além de reduzir a competitividade nacional.
"Temos que negociar até a exaustão, até o limite", afirmou Tarcísio, endossando a orientação do ministro das Relações Exteriores. Ele também mencionou a possibilidade de repetir medidas adotadas no ano passado, como a liberação de crédito emergencial, para amenizar os impactos do tarifaço no estado de São Paulo. A investigação sobre as tarifas americanas, que afeta uma gama de produtos brasileiros, já se estende desde o ano passado, sem ter obtido êxito em negociações anteriores.