Pimentel critica outros estados após acordo com professores de MG
Governador de MG, Pimentel, critica repressão a professores em outros estados após firmar acordo em Minas. Acordo prevê reajuste e benefícios.

Após fechar acordo com professores de Minas Gerais para o pagamento do piso nacional até 2017, o governador Fernando Pimentel (PT) criticou nesta sexta-feira (15) a repressão a protestos da categoria em outros estados. Pimentel classificou tais ações como "espetáculos lamentáveis", em uma aparente referência à gestão do Paraná. Ele destacou que em Minas Gerais foi construído o "diálogo" e o "consenso" para evitar paralisações, afirmando que os professores são tratados com "respeito" e "dignidade".
O acordo firmado em Minas Gerais prevê um reajuste de 31,78% em dois anos, além do descongelamento de promoções e outros benefícios, com um custo estimado de R$ 13 bilhões aos cofres públicos. O governo mineiro argumenta que o impacto será equilibrado com cortes de custeio e otimização da folha de pagamento. A proposta foi enviada à Assembleia Legislativa.
Enquanto em Minas o governo buscou o consenso, outros cinco estados, quatro deles governados pelo PSDB, enfrentam greves de professores. A situação no Paraná, onde uma ação policial deixou quase 200 feridos, foi o principal ponto de crítica de Pimentel. A presidente do sindicato mineiro elogiou o acordo atual, mas lembrou que gestões anteriores do PSDB descumpriram promessas.