PF destinará até 458 agentes para segurança de candidatos presidenciais
Polícia Federal destinará até 458 agentes para segurança de candidatos presidenciais em 2026, com planos individualizados e facultativos.

A Polícia Federal (PF) anunciou que disponibilizará até 458 de seus servidores para garantir a segurança de todos os candidatos à Presidência da República durante o período eleitoral de 2026. A iniciativa, que visa oferecer proteção individualizada a cada presidenciável, faz parte de uma operação nacional estruturada pela corporação.
## Plano de Proteção Individualizado
Cada candidato terá um plano de segurança elaborado com base em análises técnicas de risco. Essas avaliações considerarão o histórico de ameaças, informações de inteligência, o perfil dos eventos programados, os deslocamentos previstos e as condições de segurança dos locais de campanha. Antes de cada agenda pública, equipes precursoras realizarão o reconhecimento dos ambientes e coordenarão medidas de segurança com as forças policiais estaduais e municipais para mitigar riscos.
A adesão ao serviço de segurança oferecido pela PF é facultativa e pode ser solicitada a qualquer momento durante o processo eleitoral. A operação tem previsão para ser ativada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas pelas convenções partidárias e o recebimento da solicitação formal das campanhas. A PF assegura que a operação foi concebida para garantir tratamento isonômico a todos os concorrentes ao cargo máximo do Executivo.
## Operação Nacional e Recursos
A operação nacional da PF contará com equipes especializadas em inteligência, logística e proteção pessoal, além do apoio das superintendências da corporação em todos os estados. O número de agentes, equipamentos e recursos a serem empregados será determinado pelo nível de risco de cada agenda, mas a PF não divulgará publicamente a classificação individual das ameaças ou o efetivo destinado a cada campanha, visando preservar a segurança da operação.
Desde abril, a PF tem mantido um diálogo constante com partidos políticos e pré-candidatos, comunicando oficialmente os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e promovendo reuniões técnicas para esclarecer dúvidas sobre o modelo de proteção. A estrutura da operação incluirá recursos tecnológicos avançados, como veículos blindados, equipamentos antidrone, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits de vistoria antibomba.
A partir de 20 de julho, uma Sala Nacional de Comando e Controle será ativada em Brasília para acompanhar em tempo real as agendas dos candidatos, o deslocamento das equipes e fornecer suporte operacional em todo o território nacional. Para a viabilização desta operação, foram destinados aproximadamente R$ 95 milhões, cobrindo mobilização de efetivo, contratação de serviços e aquisição de equipamentos.
No caso do presidente Lula, caso ele concorra à reeleição, sua proteção continuará sob o modelo híbrido atual, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal.