Petro não reconhece eleição e convoca protestos na Colômbia

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, contesta a vitória de Abelardo de la Espriella, alega fraude eleitoral e convoca manifestações para o dia 20 de julho.

Petro não reconhece eleição e convoca protestos na Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou nesta segunda-feira (6) que não reconhece a vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais, alegando que o processo foi marcado por fraude e manipulação.

Petro afirmou, através de suas redes sociais, que possui informações sobre o uso de algoritmos para alterar a votação a favor de De la Espriella, além de irregularidades em mesas eleitorais no exterior e em diversas regiões do país. Sem apresentar evidências concretas em sua publicação, o mandatário colombiano também acusou uma empresa israelense de inteligência privada, a BlackCube, de participar da suposta fraude e mencionou uma empresa de lobby que teria atuado para aproximar De la Espriella do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do governo entrante. Abelardo não ganhou as eleições", escreveu Petro, em uma postagem que também incluía um trecho de uma declaração mais longa sobre a suposta manipulação dos votos. Ele convocou a população para manifestações em 20 de julho, data da Independência da Colômbia, para "dar o grito da independência nacional em todas as praças públicas".

## Resultado eleitoral contestado

Abelardo de la Espriella foi declarado presidente eleito após a autoridade eleitoral colombiana finalizar a apuração dos votos. Ele obteve uma vantagem de aproximadamente 250 mil votos sobre o candidato esquerdista Iván Cepeda. Ao comemorar o resultado, De la Espriella declarou que sua vitória representou uma derrota para o governo de Petro.

O novo presidente eleito, advogado e empresário de 47 anos, concorreu pela primeira vez a um cargo executivo nacional pelo movimento Defensores da Pátria. Durante sua campanha, De la Espriella defendeu pautas conservadoras, prometeu endurecer o combate ao crime organizado, fortalecer as relações com os Estados Unidos e Israel, e se apresentou como um nome fora do establishment político tradicional colombiano.