Paes lança candidatura ao governo do Rio e ataca gestão anterior
Eduardo Paes foi oficializado candidato ao governo do Rio pelo PSD, atacando a gestão anterior e a classificando como 'organização criminosa'.

O Partido Social Democrático (PSD) oficializou a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro em uma convenção realizada na capital fluminense. Durante o evento, Paes, ex-prefeito da cidade, criticou veementemente a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), afirmando que o estado atravessa um "pior momento de sua história", caracterizado por uma "crise política e institucional sem precedentes".
Paes atribuiu a situação atual ao grupo político que, segundo ele, "tomou de assalto o estado há oito anos". Ele chegou a sugerir que, em vez de "grupo político", seria mais adequado chamar a administração anterior de "organização criminosa", citando o governador cassado e o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) preso por ligações com o Comando Vermelho.
O candidato também abordou a segurança pública, declarando que "o tempo em que o estado se acovardava acabou". Ele prometeu que o Rio de Janeiro "vai voltar a mandar no seu território", com uma "polícia guiada por evidências, não por política". Paes assegurou que a Alerj não terá mais influência sobre a segurança pública e que deputados não indicarão mais delegados.
Na convenção, o PSD também anunciou a advogada Jane Reis (MDB) como vice na chapa, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. O deputado federal Pedro Paulo (PSD) foi confirmado como candidato ao Senado, ao lado da deputada Benedita da Silva (PT).
Esta será a terceira vez que Eduardo Paes concorre ao governo do Rio. Anteriormente, ele disputou em 2006 e em 2018, quando liderava as pesquisas, mas foi surpreendido pelo então candidato Wilson Witzel. Paes chega a esta nova disputa com a experiência de mais um mandato e meio como prefeito da capital e em um cenário político onde o grupo adversário, o PL, enfrenta diversas crises.