Operação da PF muda estratégia de PT e PL nas redes sociais
PT e PL alteram estratégias de comunicação nas redes sociais após operação da PF contra o senador Jaques Wagner. PT diminui posts sobre o caso Banco Master, enquanto PL intensifica críticas.

Um mês após a deflagração da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), as estratégias de comunicação dos partidos PT e PL nas redes sociais apresentaram mudanças significativas. Uma análise comparativa de publicações no Instagram e no X (antigo Twitter) revela que o PT reduziu a frequência de posts sobre o caso Banco Master, enquanto o PL intensificou sua atuação com conteúdos sobre o assunto.
## Mudança de Foco nas Publicações
O levantamento, que abrangeu os 30 dias anteriores e o mês posterior à operação da PF, mostrou que 85,4% das menções ao Banco Master nos perfis do PT ocorreram antes da ação policial. No período seguinte, essa porcentagem caiu para 14,4%. Em contrapartida, o PL mais que dobrou suas publicações sobre o tema. Cerca de 55,8% das postagens do PL relacionadas ao Master foram feitas após a operação, comparadas a 44,2% no período anterior. Foram analisados perfis nacionais e das bancadas na Câmara e no Senado do PT, e perfis nacionais e do "PLnoCongresso" do PL.
## Estratégias Partidárias
O PL alterou seu foco, direcionando as publicações para o senador Jaques Wagner, após a operação. Anteriormente, o discurso do partido se concentrava em uma suposta reunião entre o presidente Lula e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. Após a ação da PF, o PL passou a utilizar artes e vídeos criados com inteligência artificial para criticar a relação de Wagner com Vorcaro, frequentemente associando o senador ao presidente Lula em suas postagens. A sigla também aproveitou a divulgação de áudios de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Vorcaro, que teriam ocorrido em maio, para defender a instalação de uma CPI do Banco Master.
Por outro lado, o PT utilizou a relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro como principal argumento antes da operação, com 167 publicações sobre o caso. O partido impulsionou o termo "BolsoMaster" e contou com lideranças como Pedro Uczai e Lindbergh Farias para comentar o caso. Após a operação contra Jaques Wagner, o número de posts sobre o Master caiu para 28, focando na defesa do senador e na instalação de uma CPI, além de destacar a autonomia do parlamentar.