Novo na Paraíba: Mudança na liderança foca em alianças com a direita
José Carneiro deixa liderança do Novo na Paraíba para focar em alianças políticas, especialmente com o PL, visando eleições e união da direita.

O Partido Novo na Paraíba passou por uma mudança em sua liderança estadual. O empresário José Carneiro, que anteriormente comandava a agremiação na Paraíba, deixará o cargo para se dedicar integralmente às articulações eleitorais do partido, com foco nas eleições de outubro.
Em seu lugar, assume a presidência estadual Pedro Régis, que ocupava a vice-presidência. Segundo Carneiro, a intenção com essa reestruturação é fortalecer a projeção do Novo junto ao eleitorado, especialmente com o avanço do calendário eleitoral.
Um dos principais objetivos da legenda é a formação de alianças estratégicas com outros partidos de direita, com destaque para o Partido Liberal (PL). Carneiro indicou a possibilidade de uma composição oficial na chapa do senador Efraim Filho, que é pré-candidato ao governo do estado.
"O Novo quer ser um player importante, para que o eleitor considere, tenha ciência e, principalmente, tenha possibilidade de escolher o Novo. Por isso, temos feito esse grande esforço de trazer até aqui as nossas pré-candidaturas", declarou Carneiro.
Em entrevista, o agora ex-líder estadual detalhou a relação entre o Novo e o PL na Paraíba, defendendo a continuidade da parceria para as eleições futuras. Ele ressaltou que o diálogo com o presidente do PL e pré-candidato ao governo, Efraim Filho, é franco e direto.
"Temos a certeza que a direita caminhando unida pode efetivamente mudar o cenário e fortalecer o desejo do eleitor paraibano. E é por isso que fizemos essas movimentações, é por isso que nos colocamos sempre no diálogo, sem fechar portas e consolidando nossos esforços", afirmou Carneiro, enfatizando a importância da união da direita.
Questionado sobre a possibilidade de ele mesmo compor uma chapa, José Carneiro reiterou que o foco principal é articular a unidade da direita em torno de pautas programáticas comuns, mas sem descartar nenhuma possibilidade. "O Novo não fecha nenhuma porta, está pronto para fazer os movimentos necessários, consolidando o nosso esforço", concluiu.